Rede hoteleira Meliá encerra operações em Cuba após sanções dos EUA
A Meliá Hotels International deixará de gerir hotéis em Cuba nesta sexta-feira devido ao impacto de sanções americanas e à crise econômica local.
Pontos principais
- A Meliá encerra a gestão e comercialização de todas as suas unidades hoteleiras em Cuba a partir desta sexta-feira (24).
- A decisão foi motivada por dificuldades operacionais e legais agravadas pelas sanções impostas pelo governo dos EUA.
- O Ministério do Turismo de Cuba foi incluído na lista de sanções americanas, impactando diretamente o setor de hospitalidade.
- A economia cubana enfrenta um cenário de deterioração, com escassez de energia e apagões recorrentes em todo o país.
A rede espanhola Meliá Hotels International anunciou o encerramento de suas atividades em Cuba, citando um ambiente de negócios insustentável. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (24), é uma resposta direta ao endurecimento das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, que agora abrangem o Ministério do Turismo cubano e diversas estatais de comércio e energia. O cenário é agravado pela crise econômica severa que atinge a ilha, marcada por frequentes apagões e escassez de recursos básicos. Embora o governo cubano tenha tentado implementar reformas econômicas, a administração americana considerou as medidas insuficientes para garantir a estabilidade necessária. A saída da Meliá representa um golpe significativo para o setor de turismo local, que já sofria com a instabilidade financeira e as restrições impostas pelo embargo internacional.
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