Cuba abre gestão de hotéis para cubanos após saída de multinacionais
Governo permite que cubanos assumam hotéis após a saída de redes internacionais pressionadas por sanções dos EUA ao conglomerado Gaesa.
Pontos principais
- Redes como Meliá, Iberostar, Blue Diamond e Archipelago International encerraram operações na ilha.
- A saída das empresas é motivada por sanções dos EUA contra o conglomerado militar Gaesa.
- O setor turístico enfrenta colapso, com queda de 55,8% no número de visitantes internacionais no início de 2026.
- O governo autorizou cidadãos locais e expatriados a gerirem hotéis para mitigar a crise e a escassez de divisas.
- A deterioração da infraestrutura, agravada por apagões e restrições financeiras, dificulta a manutenção do setor.
O governo de Cuba anunciou uma mudança estratégica em sua política de turismo ao permitir que cubanos, residentes na ilha ou no exterior, assumam a gestão de hotéis. A decisão é uma resposta direta à saída de grandes redes internacionais, como Meliá, Iberostar, Blue Diamond e Archipelago International, que encerraram suas operações no país. O movimento das multinacionais foi impulsionado por uma ordem executiva do presidente Donald Trump, que impõe sanções a empresas com vínculos econômicos com o conglomerado militar Gaesa, controlador de grande parte da infraestrutura turística local. Com essa abertura, as autoridades buscam atrair capital e expertise da diáspora para manter as operações e revitalizar o setor, que enfrenta uma crise profunda devido à escassez de investimentos e à complexa relação geopolítica entre Washington e Havana.
A situação do turismo na ilha é crítica, com uma queda de 55,8% no fluxo de visitantes internacionais registrada no início de 2026. Além das sanções, o setor sofre com crises energéticas, apagões frequentes e escassez de combustível, fatores que deterioraram a atratividade do destino. A saída das operadoras estrangeiras dificulta a manutenção das propriedades e a captação de divisas essenciais para a economia cubana. Em meio ao endurecimento das medidas americanas, que também forçaram a suspensão de pagamentos via Visa e Mastercard, a iniciativa tenta descentralizar a administração de propriedades estatais e estabilizar o fluxo de serviços na indústria de hospitalidade.
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