Tribunal dos EUA mantém condenação da Argentina por expropriação
Justiça americana rejeita recurso da Argentina e mantém obrigação de pagar US$ 390 milhões ao fundo Titan Consortium pela nacionalização da Aerolíneas.
Pontos principais
- O Tribunal de Apelações de Columbia confirmou a sentença que obriga a Argentina a indenizar investidores pela estatização da Aerolíneas Argentinas em 2008.
- A dívida, que soma cerca de US$ 390 milhões com juros e custos processuais, é alvo de uma ação movida pelo fundo Titan Consortium.
- A defesa argentina tentou reverter a decisão alegando prescrição, mas o tribunal manteve o entendimento anterior.
- Credores podem buscar ativos soberanos do país nos EUA, incluindo garantias de títulos de dívida mantidas no Federal Reserve de Nova York.
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos confirmou a condenação da Argentina em um processo movido pelo fundo Titan Consortium, referente à expropriação da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, ocorrida em 2008. A decisão judicial mantém a obrigação do Estado argentino de pagar uma indenização que, somada a juros e custos processuais, atinge o montante de US$ 390 milhões. O tribunal rejeitou os argumentos da defesa, que buscava anular a sentença baseando-se na tese de prescrição do caso. A manutenção da condenação abre caminho para que os credores busquem o confisco de ativos soberanos argentinos depositados em solo americano, como garantias de títulos de dívida mantidas no Federal Reserve de Nova York, intensificando a pressão financeira sobre o governo argentino em litígios internacionais de longa data.
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