Governo do Rio exonera comissionados após desvios no Rio Metrópole
Administração estadual demite 30 servidores e troca diretoria do IRM após investigação apontar desvio de R$ 80 milhões em esquema de corrupção.
Pontos principais
- Governo do Rio exonerou 30 comissionados e substituiu a diretoria do Instituto Rio Metrópole.
- Investigação do Ministério Público aponta desvio de R$ 80 milhões e fraude em licitações.
- Onze pessoas foram denunciadas por organização criminosa, incluindo o ex-presidente do órgão.
- Contratos do instituto foram suspensos para auditoria da Controladoria-Geral do Estado.
- Secretário de Governo, Roberto Lisandro Leão, assumiu a presidência do IRM interinamente.
O governo do Rio de Janeiro realizou uma reestruturação administrativa no Instituto Rio Metrópole (IRM) após o órgão se tornar alvo de uma investigação do Ministério Público sobre um esquema de corrupção. A medida incluiu a exoneração de 30 ocupantes de cargos comissionados e a nomeação de uma nova diretoria, com o secretário de Estado de Governo, Roberto Lisandro Leão, assumindo a presidência de forma interina. A operação apura desvios que somam R$ 80 milhões, envolvendo crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Entre os denunciados estão o ex-presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, e o diretor de Planejamento, Maurício Silva Knoploch dos Santos. Como resposta imediata, o governo suspendeu todos os pagamentos de contratos vigentes no IRM, aguardando a conclusão de uma auditoria detalhada pela Controladoria-Geral do Estado para identificar a extensão das irregularidades.
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