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Flávio Bolsonaro emite e cancela notas de R$ 1 milhão para empresa ligada ao Banco Master

O senador emitiu e cancelou duas notas fiscais de R$ 500 mil para uma consultoria que recebeu repasses milionários do Banco Master.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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22/07 às 19:02 · atualizado 21:31

Pontos principais

  • O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria.
  • Os documentos fiscais foram cancelados no mesmo dia da emissão, segundo o parlamentar.
  • A Copenhagen Assessoria e Consultoria recebeu R$ 5,9 milhões em operações financeiras do Banco Master.
  • O senador também recebeu R$ 500 mil da empresa Contábil Correa, gerida por um diretor da Copenhagen, por serviços jurídicos prestados em 2025.
  • Flávio Bolsonaro negou irregularidades, afirmando que a relação com a Contábil Correa foi legal e que desistiu de prestar serviços à Copenhagen.

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro emitiu e, posteriormente, cancelou notas fiscais que totalizam R$ 1 milhão destinadas à Copenhagen Assessoria e Consultoria. A empresa em questão possui histórico de transações financeiras com o Banco Master, instituição que atualmente é alvo de investigações por suspeitas de fraudes e pagamentos a terceiros. De acordo com o parlamentar, a emissão das notas ocorreu como parte de uma negociação comercial que acabou não sendo concretizada, motivo pelo qual os documentos foram anulados no mesmo dia.

Além do caso envolvendo a Copenhagen, o escritório do senador recebeu R$ 500 mil da empresa Contábil Correa por serviços jurídicos realizados em 2025. A companhia é gerida por Rogério Lourenço Novo, que também atua como diretor na Copenhagen. O senador defendeu a legalidade da contratação, classificando-a como um serviço privado e sem irregularidades. O episódio insere-se em um cenário de apurações mais amplas que envolvem o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, cujas movimentações financeiras têm sido objeto de escrutínio por parte das autoridades devido a repasses milionários a empresas e figuras políticas.

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