O senador Flávio Bolsonaro admitiu publicamente ter buscado patrocínio privado junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar a cinebiografia 'Dark Horse'. A declaração ocorre após a divulgação de áudios e documentos pelo The Intercept Brasil, que sugerem a movimentação de R$ 134 milhões para a produção, sendo R$ 61 milhões cobrados diretamente pelo parlamentar para quitar parcelas atrasadas. O senador sustenta que a transação tratava de recursos estritamente privados e nega qualquer irregularidade ou recebimento de vantagens pessoais, reafirmando que não houve uso de verbas públicas no projeto.
O envolvimento de Vorcaro ocorre em um cenário de crise financeira, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master devido a um rombo de R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito. O banqueiro foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, sob suspeitas de fraudes, corrupção e uso de milícia privada. A proximidade entre o pedido de recursos e a prisão do empresário gerou instabilidade no mercado e abalou a pré-campanha presidencial do senador, levando o partido Missão a acionar o Conselho de Ética do Senado e a Justiça Eleitoral.
No campo político, a cúpula do PL, incluindo Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho, realizou reuniões de emergência para conter danos. Como estratégia de contra-ataque, Flávio Bolsonaro defendeu a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master e as relações da instituição com o governo federal. Enquanto a defesa do parlamentar insiste na legalidade dos atos, nos bastidores do partido, aliados admitem o desgaste da imagem do senador e já discutem o nome de Michelle Bolsonaro como uma alternativa para a disputa presidencial de 2026.
Times Brasil • 13 mai, 19:00
InfoMoney • 13 mai, 18:30
G1 Política • 13 mai, 18:42
13 mai, 16:33
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