Mercado de vinhos importados no Brasil prioriza rótulos premium
Demanda por vinhos de baixo custo cai 9% no primeiro trimestre de 2026, enquanto o segmento premium atinge recorde de preço médio na última década.
Pontos principais
- Volume de importação de vinhos de menor preço recuou 9% no primeiro trimestre de 2026.
- Rótulos premium alcançaram o maior preço médio dos últimos dez anos, custando US$ 31,2 por caixa.
- Setor movimentou R$ 4,18 bilhões, com alta de 12% no volume total de importações.
- Uruguai e Argentina lideram o crescimento no fornecimento de vinhos para o mercado brasileiro.
- Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia influencia o planejamento de abastecimento do setor.
O mercado brasileiro de vinhos importados passa por uma mudança de perfil em 2026, com o consumidor demonstrando maior resistência a rótulos de entrada devido à inflação. Enquanto o volume de vinhos mais baratos caiu 9% no primeiro trimestre, o segmento premium consolidou sua força, atingindo o maior preço médio da última década. No total, o setor movimentou R$ 4,18 bilhões, impulsionado por um aumento de 12% no volume geral de importações, com destaque para a participação de Uruguai e Argentina como principais fornecedores. A expectativa de produtores e importadores agora se volta para o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que deve alterar a dinâmica de abastecimento e competitividade no país. Com projeções de produção nacional chegando a 56,8 milhões de caixas até o fim do ano, o setor busca se adaptar a um cenário de maior valor agregado e novas parcerias comerciais.
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