Governo sanciona lei de incentivo à indústria farmacêutica com vetos
A Lei 15.471/2026 cria a Ensceis para fomentar a produção nacional de medicamentos, mas o Executivo vetou pontos sobre tarifas e compensação tecnológica.
Pontos principais
- A Lei 15.471/2026 institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ensceis).
- O objetivo central da nova política é reduzir a dependência brasileira de insumos e medicamentos importados.
- O Presidente da República vetou cinco dispositivos do projeto original, incluindo regras sobre compensação tecnológica obrigatória.
- Foram vetados trechos que vinculavam alíquotas de importação à competitividade de empresas do setor.
- O governo também removeu mudanças na definição de 'medicamento de referência' e restrições à importação sem registro sanitário.
- Empresas estratégicas de saúde terão prioridade regulatória e acesso facilitado a crédito no BNDES.
- O Congresso Nacional ainda deverá deliberar sobre a manutenção ou a derrubada dos vetos presidenciais.
O governo federal sancionou a Lei 15.471/2026, que estabelece a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ensceis). A iniciativa busca fortalecer a produção nacional de medicamentos, vacinas e dispositivos médicos, visando diminuir a dependência externa e aumentar a soberania do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto prevê o credenciamento de companhias como 'Empresas Estratégicas de Saúde', garantindo-lhes prioridade em processos regulatórios e melhores condições de financiamento junto ao BNDES.
Contudo, a sanção foi acompanhada de vetos parciais a cinco dispositivos do projeto original. Entre os pontos removidos pelo Executivo estão a obrigatoriedade de compensação tecnológica em aquisições estratégicas, alterações na política tarifária de importação e mudanças nas definições de medicamentos de referência. Segundo o governo, a decisão foi fundamentada em pareceres técnicos dos Ministérios da Saúde, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O Congresso Nacional deverá realizar uma sessão conjunta para decidir se mantém ou rejeita os vetos impostos pelo Presidente.
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