CGU aponta superfaturamento de R$ 1,3 milhão no programa DNA do Brasil
Auditoria da CGU revela irregularidades e superfaturamento de R$ 1,3 milhão no programa DNA do Brasil, executado durante a gestão Bolsonaro.
Pontos principais
- O programa DNA do Brasil, voltado a jovens vulneráveis, apresentou superfaturamento em serviços de TI e equipamentos esportivos.
- Relatório da CGU identificou a entrega de redes de vôlei para escolas públicas que não possuíam quadras esportivas.
- O projeto foi gerido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e executado pelo Idecace via emendas parlamentares.
- A prestação de contas do Idecace foi reprovada em 2024, e há suspeitas de conluio com empresas ligadas a uma empresária condenada.
- O Idecace contesta a decisão no TCU, argumentando que a falta de infraestrutura não inviabilizou as atividades esportivas.
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um superfaturamento de R$ 1,3 milhão no programa DNA do Brasil, iniciativa lançada em 2022 sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A auditoria revelou falhas graves na execução do projeto, executado pelo Idecace com verbas de emendas parlamentares, incluindo a distribuição de materiais esportivos, como redes de vôlei, para instituições de ensino que sequer possuíam quadras. Além dos problemas logísticos, as investigações indicam suspeitas de conluio entre o Idecace e fornecedores ligados a uma empresária condenada por improbidade administrativa. Em 2024, a atual gestão do Ministério dos Direitos Humanos reprovou a prestação de contas da entidade. O Idecace, por sua vez, recorre da decisão no Tribunal de Contas da União (TCU), alegando que as atividades foram realizadas apesar das limitações estruturais das escolas atendidas.
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