Trump ameaça taxar Canadá por fumaça de incêndios florestais
O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá, alegando negligência na gestão de incêndios que poluem o ar em diversas cidades americanas.
Pontos principais
- Donald Trump classificou a fumaça vinda do Canadá como resultado de negligência deliberada na manutenção das florestas.
- O presidente americano sugeriu que custos de poluição sejam adicionados a novas tarifas comerciais sobre produtos canadenses.
- O Canadá enfrenta atualmente 955 focos de incêndio, com 69 novos registros recentes, forçando a evacuação de 600 moradores em Fort Hope.
- Autoridades canadenses defendem a gestão florestal, citando investimentos de até US$ 12 bilhões em prevenção desde 2020.
- A fumaça atingiu níveis críticos de qualidade do ar em cidades como Detroit, Chicago, Nova York e Washington.
- A FIFA monitora a qualidade do ar em Nova Jersey devido à final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha.
- Meteorologistas preveem que uma frente fria deve reduzir a concentração de poluentes nos EUA nos próximos dias.
O presidente Donald Trump ameaçou impor novas tarifas comerciais ao Canadá, responsabilizando o país pela fumaça de incêndios florestais que tem atingido severamente a qualidade do ar em diversas cidades dos Estados Unidos. Trump classificou a situação como uma falha deliberada na gestão florestal canadense e sugeriu que os custos econômicos decorrentes da poluição sejam compensados por meio de taxas punitivas sobre produtos importados do país vizinho. Em resposta, autoridades canadenses, incluindo o governo de Ontário, refutaram as críticas, destacando que o país investiu bilhões de dólares em prevenção de incêndios e que a severidade das chamas é agravada por mudanças climáticas globais.
Enquanto a disputa política se intensifica, o Canadá iniciou a evacuação de 600 moradores da comunidade de Fort Hope, em Ontário, devido ao avanço das chamas. Nos Estados Unidos, a fumaça gerou alertas de saúde pública em estados como Pensilvânia, Nova Jersey e Maryland, além de impactar grandes centros urbanos. A situação também colocou em alerta a organização da final da Copa do Mundo de 2026, que ocorre neste domingo em Nova Jersey. A FIFA monitora as condições atmosféricas no MetLife Stadium, embora a previsão meteorológica indique que a chegada de uma frente fria possa melhorar a qualidade do ar antes da partida decisiva entre Argentina e Espanha.
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