Rodoviários do Rio e empresas não chegam a acordo sobre reajuste
Audiência no TRT-1 termina sem consenso, mantendo o impasse salarial e o risco de nova paralisação do transporte público no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- A negociação entre sindicato e empresários no TRT-1 terminou sem acordo sobre o reajuste salarial da categoria.
- Empresários ofereceram 4,5% de aumento, enquanto o TRT e o MPT sugeriram o patamar de 5%.
- O setor patronal alega fragilidade financeira para justificar a resistência à proposta sugerida pelos órgãos.
- Uma assembleia dos rodoviários está marcada para esta terça-feira para discutir a possível retomada da greve.
- O TST mantém a exigência de circulação de 80% da frota sob pena de multa diária em caso de paralisação.
A audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) entre o sindicato dos rodoviários e os empresários do setor de transporte do Rio de Janeiro terminou sem um acordo definitivo. O impasse gira em torno do reajuste salarial, com as empresas elevando a proposta de 4,39% para 4,5%, valor ainda abaixo dos 5% sugeridos pelo TRT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O Rio Ônibus, representante das empresas, argumenta que a situação financeira do setor impede um reajuste maior neste momento. Diante do cenário, a categoria realizará uma assembleia nesta terça-feira para decidir sobre a retomada da greve, que estava suspensa. Caso a paralisação seja reiniciada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% da frota em circulação, sob risco de aplicação de multa diária às entidades sindicais.
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