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Trump acusa inteligência dos EUA de ocultar interferência chinesa em 2020

O presidente Donald Trump alegou que agências de inteligência esconderam evidências de uma suposta interferência da China nas eleições de 2020.

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Foto: Axios - Main
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16/07 às 23:00 · atualizado 17/07 às 02:01

Pontos principais

  • Trump afirmou que a China obteve dados de 220 milhões de eleitores americanos durante o ciclo eleitoral de 2020.
  • O presidente acusou analistas da CIA e NSA de manipularem briefings para omitir atividades chinesas.
  • A Casa Branca divulgou documentos oficiais como parte de uma nova iniciativa de transparência governamental.
  • Trump mencionou a existência de um suposto 'governo sombra' no FBI que teria ocultado evidências de influência estrangeira.
  • As alegações contradizem avaliações anteriores da comunidade de inteligência, que descartaram tentativas chinesas de alterar o resultado do pleito.
  • O governo anunciou o desmantelamento da Comissão de Assistência Eleitoral e cortes orçamentários na CISA.
  • O discurso visa angariar apoio político para a aprovação do projeto de lei SAVE America Act.

O presidente Donald Trump realizou um pronunciamento na Casa Branca para denunciar o que classificou como uma ocultação deliberada de informações por parte da comunidade de inteligência dos EUA. Segundo o mandatário, agências como a CIA e a NSA teriam manipulado relatórios para esconder evidências de que a China obteve acesso a dados de 220 milhões de eleitores americanos durante as eleições de 2020. Para sustentar as acusações, o governo iniciou a publicação de documentos oficiais que, segundo a Casa Branca, comprovam a vulnerabilidade do sistema eleitoral e a interferência de adversários estrangeiros, incluindo China, Rússia e Irã.

As declarações de Trump, que também criticou o que chamou de 'Deep State' dentro do FBI, divergem das conclusões técnicas da própria comunidade de inteligência, que anteriormente afirmou não haver evidências de que a China tenha tentado influenciar o resultado das urnas. Especialistas em segurança eleitoral ressaltam que a aquisição de dados de registro de eleitores é, em muitos casos, uma prática permitida por leis estaduais. O movimento político é visto como uma estratégia para pressionar pela aprovação do SAVE America Act, que exige prova de cidadania para o registro de eleitores, enquanto o governo promove cortes em agências de segurança eleitoral como a CISA.

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