Tata inicia primeira grande fábrica de chips da Índia em 90nm, não 28nm
A planta de US$10,7 bilhões em Dholera só deve começar a operar comercialmente em meados de 2028, disse o ministro Ashwini Vaishnaw.
Pontos principais
- A Tata Electronics se prepara para construir a primeira fábrica de chips em larga escala da Índia baseada majoritariamente no processo de 90 nanômetros.
- É uma tecnologia bem mais antiga que o nó de 28nm que a Tata Sons havia anunciado antes; a informação vem de pessoas familiarizadas que pediram anonimato.
- Um porta-voz da Tata Electronics disse que a fábrica de Dholera fabricará chips de 28nm a 110nm e que o plano "sempre foi começar com 55nm e 90nm, seguidos de 28nm".
- A Tata mirava antes iniciar a produção comercial até o fim de 2026; o ministro Ashwini Vaishnaw disse que a operação começa em meados de 2028.
- A fábrica, no estado de Gujarat, tem investimento planejado de US$10,7 bilhões e apoio do pacote indiano de US$10 bilhões anunciado em 2021.
- A planta é de wafers de 300mm, construída em parceria com a taiwanesa Powerchip (PSMC), e projetada para até 50 mil wafers por mês.
- Começar com 90nm em vez de 28nm coloca a Tata inicialmente em um segmento menos lucrativo.
A diferença entre os nós é econômica, não apenas técnica. O 28nm segue como um dos nós maduros comercialmente mais importantes da indústria — chips desse processo são usados em smartphones, equipamentos de comunicação, eletrônicos de consumo e, cada vez mais, veículos. Começar em 90nm posiciona a Tata num segmento de margem menor enquanto a fábrica amadurece.
A empresa contesta a leitura de recuo. O porta-voz afirmou que o 28nm "será parte fundamental da nossa oferta", e Eric Tang, porta-voz da PSMC, disse que a parceria cobre múltiplos nós tecnológicos, sendo o 28nm o mais avançado.
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