Iraque e Síria fecham acordo para reativar oleoduto estratégico
Países reativarão oleoduto entre Kirkuk e o Mediterrâneo para diversificar exportações e reduzir dependência do Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- O projeto prevê a reconstrução de um oleoduto com capacidade de 700 mil barris diários, inoperante desde 2003.
- A iniciativa visa mitigar riscos logísticos no Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito regional envolvendo EUA, Israel e Irã.
- A produção de petróleo iraquiana caiu de 4,2 milhões para 1,9 milhão de barris por dia entre fevereiro e junho de 2026.
- O plano conta com apoio dos Estados Unidos para estabilizar o fornecimento energético do Iraque.
- Especialistas apontam que, apesar da nova rota, as instalações terrestres seguem vulneráveis a possíveis ataques.
O Iraque e a Síria firmaram um acordo para reativar o oleoduto que conecta Kirkuk ao Mar Mediterrâneo, uma infraestrutura que permanece inativa desde 2003. A medida busca diversificar as rotas de exportação de petróleo iraquiano, que enfrenta uma queda drástica na produção, reduzida de 4,2 milhões para 1,9 milhão de barris diários no primeiro semestre de 2026. O projeto, que conta com o suporte dos Estados Unidos, é uma resposta estratégica à instabilidade no Estreito de Ormuz, ponto crítico para o escoamento global de energia em meio ao conflito regional. Enquanto países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também buscam alternativas terrestres, analistas alertam que a nova rota, embora contorne riscos marítimos, mantém a vulnerabilidade das instalações terrestres a ataques, representando um desafio contínuo para a segurança energética da região.
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