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União Europeia obriga Google a abrir dados do Android e busca para rivais

A UE determinou que o Google compartilhe dados de busca e abra funcionalidades do Android para concorrentes de IA visando cumprir o Digital Markets Act.

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Foto: G1 - Economia
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16/07 às 09:31 · atualizado há 9min

Pontos principais

  • A Comissão Europeia exigiu que o Google abra 11 funcionalidades do Android para assistentes de IA de terceiros.
  • A medida obriga o compartilhamento de dados anonimizados do motor de busca com empresas que operam chatbots.
  • O objetivo central é fomentar a concorrência no mercado de inteligência artificial e reduzir a vantagem competitiva da empresa.
  • As mudanças no sistema Android para integração de assistentes rivais devem ser implementadas até julho de 2027.
  • O compartilhamento de dados do buscador Google Search com competidores está previsto para começar em janeiro de 2026.
  • A decisão é fundamentada nas regras do Digital Markets Act (DMA), que regula o poder de grandes plataformas digitais.
  • O Google manifestou preocupações, alegando que as exigências podem comprometer a privacidade e a segurança dos usuários europeus.

A União Europeia emitiu uma decisão vinculativa exigindo que o Google conceda a concorrentes acesso comparável a dados estratégicos de seu motor de busca e funcionalidades do sistema operacional Android. A medida, que se insere no rigoroso cumprimento do Digital Markets Act (DMA), visa limitar o poder de mercado da gigante de tecnologia e promover um ambiente mais competitivo para o desenvolvimento de inteligência artificial no bloco europeu. Entre as exigências, destaca-se a abertura de 11 funcionalidades do Android, permitindo que assistentes de voz de terceiros operem de forma integrada ao sistema, além do compartilhamento de dados anonimizados de busca para desenvolvedores de chatbots.

O cronograma estabelecido pela Comissão Europeia prevê que o compartilhamento de dados de busca tenha início em janeiro de 2026, enquanto as adaptações técnicas no Android devem ser concluídas até julho de 2027. Em resposta, o Google criticou a determinação, argumentando que as imposições podem gerar riscos à privacidade e à segurança dos usuários na região. Esta ação reforça a postura regulatória da União Europeia em relação às 'big techs', buscando garantir que empresas menores e novos players de IA tenham condições equitativas de acesso a infraestruturas digitais essenciais, mitigando a concentração de mercado que, segundo o bloco, tem sido mantida pela integração vertical dos serviços do Google.

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