Fim da Moratória da Soja pode elevar desmate na Amazônia em 17%
Estudo publicado na revista Science projeta aumento significativo no desmatamento da Amazônia na próxima década caso o acordo setorial seja encerrado.
Pontos principais
- A análise, divulgada na revista Science, estima um crescimento de 17% no desmatamento entre 2025 e 2035.
- A área de floresta perdida seria equivalente à soma dos territórios de Portugal e Itália.
- A Moratória da Soja impede a comercialização de grãos produzidos em áreas desmatadas do bioma amazônico.
- O estudo alerta para um impacto ambiental severo decorrente da flexibilização das restrições atuais.
Um novo estudo publicado na revista científica Science nesta quinta-feira (16) aponta que o fim da Moratória da Soja pode resultar em um aumento de 17% no desmatamento da Amazônia ao longo da próxima década. A pesquisa projeta que, entre 2025 e 2035, a supressão de vegetação nativa atingiria uma escala comparável à soma das áreas territoriais de Portugal e Itália. A Moratória da Soja, um acordo setorial fundamental para a preservação do bioma, restringe atualmente a compra de grãos cultivados em terras desmatadas na região. Especialistas alertam que a descontinuidade desse mecanismo de proteção pode comprometer severamente os esforços de conservação ambiental no Brasil, elevando os riscos de perda de biodiversidade e agravando as mudanças climáticas globais ao permitir a expansão da fronteira agrícola sobre áreas florestais protegidas.
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