Mercados globais reagem a tensões geopolíticas e dados de inflação nos EUA
Bolsas de Nova York sobem com big techs, enquanto mercados europeus e o Ibovespa recuam pressionados por tensões no Oriente Médio e incertezas fiscais.
Pontos principais
- Índices de Nova York encerraram em alta, impulsionados por ganhos em ações de big techs como Meta, Apple e Amazon.
- Bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda devido à aversão ao risco gerada pelo conflito entre EUA e Irã.
- Ibovespa recuou 0,36% com cautela sobre possíveis novas tarifas comerciais americanas e incertezas fiscais no Brasil.
- Dados de inflação ao produtor (PPI) nos EUA ficaram abaixo do esperado, trazendo alívio parcial aos investidores.
- O Livro Bege do Federal Reserve indicou persistência inflacionária, mantendo o foco na política monetária americana.
- Setor de semicondutores registrou quedas acentuadas globalmente, acompanhando a fraqueza do segmento em Wall Street.
- Produção industrial da zona do euro em maio frustrou expectativas ao apresentar queda de 0,2%.
Os mercados globais operaram com volatilidade nesta quarta-feira, divididos entre o otimismo com resultados corporativos e a cautela diante de riscos geopolíticos. Em Nova York, as bolsas encerraram o dia no campo positivo, sustentadas pelo desempenho de gigantes de tecnologia. O movimento ocorreu apesar da divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que reforçou a persistência da inflação nos Estados Unidos e manteve o mercado atento aos próximos passos da política monetária sob a gestão do presidente Donald Trump. Enquanto isso, o setor de semicondutores sofreu pressão vendedora, refletindo incertezas sobre a demanda futura por hardware de IA.
Na Europa, o cenário foi de predominância de perdas, com investidores reagindo negativamente às tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O setor de luxo foi uma das poucas exceções, impulsionado por balanços positivos. No Brasil, o Ibovespa também encerrou em queda, pressionado pelo temor de um possível aumento de tarifas comerciais por parte do governo americano contra produtos brasileiros, somado às incertezas persistentes sobre o cenário fiscal doméstico. A combinação de dados econômicos mistos e o ambiente geopolítico tenso continua a ditar o tom de cautela nos mercados internacionais.
Fontes primárias
Producer Price Index News Release — June 2026
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) para demanda final dos EUA caiu 0,3% em junho (dessazonalizado), abaixo do esperado pelo mercado. Na base não ajustada, o índice acumula alta de 5,5% em 12 meses. A queda de junho veio dos bens de demanda final, que recuaram 1,4%, enquanto serviços subiram 0,2%. Energia caiu 6,4%, com gasolina caindo 12,0% — quase dois terços da queda do índice de bens. O BLS divulgou os dados às 8h30 (horário do leste dos EUA) em 15 de julho de 2026.
Industrial production down by 0.2% in the euro area and by 0.1% in the EU — May 2026
A produção industrial da zona do euro caiu 0,2% em maio de 2026 ante abril (dessazonalizado), e 0,1% no conjunto da UE — revertendo o crescimento de 0,3% do mês anterior. Na comparação anual, a produção recuou 1,2% na zona do euro e 0,3% na UE. Por categoria, bens intermediários caíram 0,3%, bens de consumo duráveis caíram 1,1% e energia subiu 2,2% no mês. Entre os países, as maiores quedas mensais foram na Irlanda (-5,2%), Malta (-3,7%) e Lituânia (-3,0%); as maiores altas em Luxemburgo (+2,7%), Hungria (+2,3%) e Polônia (+2,0%).
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