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Mercados globais reagem a tensões geopolíticas e dados de inflação nos EUA

Bolsas de Nova York sobem com big techs, enquanto mercados europeus e o Ibovespa recuam pressionados por tensões no Oriente Médio e incertezas fiscais.

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Foto: Times Brasil
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15/07 às 15:45 · atualizado 19:31

Pontos principais

  • Índices de Nova York encerraram em alta, impulsionados por ganhos em ações de big techs como Meta, Apple e Amazon.
  • Bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda devido à aversão ao risco gerada pelo conflito entre EUA e Irã.
  • Ibovespa recuou 0,36% com cautela sobre possíveis novas tarifas comerciais americanas e incertezas fiscais no Brasil.
  • Dados de inflação ao produtor (PPI) nos EUA ficaram abaixo do esperado, trazendo alívio parcial aos investidores.
  • O Livro Bege do Federal Reserve indicou persistência inflacionária, mantendo o foco na política monetária americana.
  • Setor de semicondutores registrou quedas acentuadas globalmente, acompanhando a fraqueza do segmento em Wall Street.
  • Produção industrial da zona do euro em maio frustrou expectativas ao apresentar queda de 0,2%.

Os mercados globais operaram com volatilidade nesta quarta-feira, divididos entre o otimismo com resultados corporativos e a cautela diante de riscos geopolíticos. Em Nova York, as bolsas encerraram o dia no campo positivo, sustentadas pelo desempenho de gigantes de tecnologia. O movimento ocorreu apesar da divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que reforçou a persistência da inflação nos Estados Unidos e manteve o mercado atento aos próximos passos da política monetária sob a gestão do presidente Donald Trump. Enquanto isso, o setor de semicondutores sofreu pressão vendedora, refletindo incertezas sobre a demanda futura por hardware de IA.

Na Europa, o cenário foi de predominância de perdas, com investidores reagindo negativamente às tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O setor de luxo foi uma das poucas exceções, impulsionado por balanços positivos. No Brasil, o Ibovespa também encerrou em queda, pressionado pelo temor de um possível aumento de tarifas comerciais por parte do governo americano contra produtos brasileiros, somado às incertezas persistentes sobre o cenário fiscal doméstico. A combinação de dados econômicos mistos e o ambiente geopolítico tenso continua a ditar o tom de cautela nos mercados internacionais.

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