A rede de oncologia negocia um haircut de até 50% com credores para reestruturar passivos e evitar o agravamento da crise financeira.
A Oncoclínicas, maior rede de tratamento oncológico do Brasil, avança em negociações avançadas com seus credores para reestruturar um passivo de cerca de R$ 4 bilhões. A estratégia da companhia é protocolar um pedido de recuperação extrajudicial nas próximas semanas, medida vista pelo mercado como uma alternativa necessária para reorganizar a estrutura de capital e evitar a dilapidação do patrimônio por meio de execuções judiciais. O plano prevê descontos significativos para credores financeiros, enquanto busca manter o fornecimento de medicamentos através de acordos de alongamento de prazos com parceiros estratégicos, como a Oncoprod.
O cenário financeiro da rede deteriorou-se após uma estratégia de expansão que não atingiu os resultados esperados, culminando em um prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026 e uma queda acentuada no valor de mercado da empresa. Embora as ações tenham apresentado volatilidade recente com a sinalização da reestruturação, analistas pontuam que o movimento reflete o alívio dos investidores com a busca por uma solução definitiva para o alto endividamento, em um momento em que a empresa tenta retomar o foco em seu core business.
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