Documentos apreendidos indicam que ex-auditor Artur Gomes da Silva Neto continuava a gerir esquemas financeiros mesmo após ser detido.
O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o mentor de um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 1,6 bilhão em restituições de ICMS em São Paulo, foi preso novamente na última quarta-feira. Documentos apreendidos pelo Ministério Público em sua residência revelaram que ele continuava a gerir interesses financeiros, incluindo movimentações de criptoativos e o recebimento de honorários da Fast Shop, mesmo após sua detenção inicial. A Fast Shop, envolvida no caso, recebeu uma multa recorde de R$ 1,04 bilhão, a maior já aplicada no país com base na Lei Anticorrupção. A investigação ganhou novos contornos após sócios da varejista confessarem o pagamento de propinas para agilizar créditos tributários. A defesa de Silva Neto informou que aguardará a análise oficial dos documentos nos autos do processo antes de se manifestar sobre o mérito das acusações.
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