Grandes bancos dos EUA registram lucros recordes no 2º trimestre de 2026
JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America superaram expectativas com resultados impulsionados por negociações e ganhos estratégicos.
Pontos principais
- JPMorgan Chase atingiu lucro recorde de US$ 21,2 bilhões, alta de 41% ante 2025.
- Resultado do JPMorgan foi alavancado por um ganho de US$ 4,6 bilhões em ações da Visa.
- Goldman Sachs registrou lucro líquido de US$ 6,63 bilhões, um crescimento de 78%.
- Citigroup reportou lucro de US$ 5,83 bilhões, superando projeções com alta de 45%.
- Bank of America lucrou US$ 9,1 bilhões, um avanço de 27% em relação ao ano anterior.
- Resultados por ação de todas as instituições superaram as estimativas da FactSet.
- Bancos destacaram resiliência operacional, apesar de alertas sobre riscos geopolíticos e inflação.
Os principais bancos dos Estados Unidos apresentaram um desempenho financeiro robusto no segundo trimestre de 2026, com todas as grandes instituições superando as expectativas dos analistas de mercado. O JPMorgan Chase liderou o setor ao registrar um lucro líquido recorde de US$ 21,2 bilhões, um crescimento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado tanto por uma forte atividade nas mesas de negociação, com a receita de ações saltando 86%, quanto por um ganho extraordinário de US$ 4,6 bilhões proveniente de participações acionárias na Visa. O desempenho do banco superou marcas históricas atingidas durante a pandemia, consolidando sua posição de liderança no setor.
O Goldman Sachs também apresentou números expressivos, com um crescimento de 78% no lucro líquido, atingindo US$ 6,63 bilhões, enquanto o Citigroup e o Bank of America registraram altas de 45% e 27%, respectivamente. O sucesso generalizado das instituições financeiras é atribuído à força de seus segmentos de negócios e à capacidade de operar em cenários de alta volatilidade. Além dos ganhos operacionais, analistas observam uma dinâmica competitiva crescente no setor de pagamentos, onde o modelo tradicional de cartões, como o da Visa, enfrenta desafios diante da expansão de sistemas de pagamentos instantâneos, como o Pix.
Embora os resultados tenham superado as projeções da FactSet, os executivos dos bancos mantiveram um tom de cautela em suas comunicações. Fatores como a persistência de pressões inflacionárias e a incerteza decorrente de riscos geopolíticos globais continuam sendo monitorados de perto pelo setor bancário. Mesmo com os lucros elevados, as instituições seguem atentas a desafios específicos em áreas como o segmento de cartões de crédito, que exige uma gestão de risco rigorosa diante das mudanças nos hábitos de consumo e nos métodos de pagamento digitais.
Fontes primárias
JPMorganChase Reports Second-Quarter 2026 Net Income of $21.2 Billion ($7.70 Per Share)
No release do 2T26, o JPMorgan Chase reportou lucro líquido recorde de US$ 21,2 bilhões (US$ 7,70 por ação); excluindo itens significativos (US$ 4,6 bi de ganho com ações da Visa e US$ 1,0 bi de ganhos em investimentos em ações), o lucro foi de US$ 16,9 bilhões (US$ 6,14/ação). Receita gerenciada de US$ 58,0 bilhões, com todas as linhas de negócio batendo recorde. ROE de 24% e ROTCE de 29% (23% ex-itens significativos). No CIB, a receita de Markets subiu 35% (Equity Markets +86%, Fixed Income +6%) e as taxas de investment banking subiram 30%, o maior nível desde 2021. O CEO Jamie Dimon afirmou que os resultados de US$ 16,9 bi ex-Visa e investimentos refletem 'um ambiente particularmente favorável, com elevado nível de atividade de mercado', mas alertou que riscos geopolíticos, inflação persistente, déficits fiscais globais e preços de ativos elevados 'se movem como placas tectônicas' sob a superfície.
Goldman Sachs Reports 2026 Second Quarter Earnings Per Common Share of $20.98 and Annualized Return on Common Equity of 23.5%
Goldman Sachs reportou lucro líquido de US$ 6,63 bilhões no 2T26, ante US$ 3,72 bilhões no 2T25 (alta de 78%), com receita líquida de US$ 20,34 bilhões (+39% ano a ano) e EPS diluído de US$ 20,98. ROE anualizado sobre patrimônio comum de 23,5%. A divisão Global Banking & Markets teve receita líquida recorde de US$ 15,52 bilhões, impulsionada por Equities e FICC significativamente mais fortes e taxas de investment banking 55% maiores na comparação anual. O CEO David Solomon disse que 'o desempenho recorde deste trimestre reflete a força de nossa franquia global, a profundidade de nossos relacionamentos e nossa capacidade de aproveitar o poder do One Goldman Sachs', com o momentum acelerando em todos os negócios.
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