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Inflação nos EUA desacelera para 3,5% em junho com queda nos combustíveis

O índice de preços ao consumidor nos EUA recuou 0,4% em junho, marcando a primeira deflação mensal desde 2020 e reduzindo a pressão por alta de juros.

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Foto: Times Brasil
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14/07 às 10:15 · atualizado 12:03

Pontos principais

  • O CPI anual dos EUA atingiu 3,5% em junho, recuando frente aos 4,2% registrados em maio.
  • O índice mensal apresentou deflação de 0,4%, o maior recuo mensal desde abril de 2020.
  • A queda nos preços da gasolina foi o principal fator para o arrefecimento da inflação no período.
  • O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis, manteve-se praticamente estável em junho.
  • Dados abaixo das expectativas do mercado diminuíram as apostas de um novo aumento de juros pelo Federal Reserve em julho.
  • Analistas indicam que o cenário atual sugere uma desaceleração na trajetória de aperto monetário americano.
  • Riscos inflacionários, como tarifas comerciais e tensões no Oriente Médio, continuam sendo monitorados pelo Fed.

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos apresentou um arrefecimento significativo em junho, com o índice de preços ao consumidor (CPI) registrando uma queda mensal de 0,4%. Este resultado, divulgado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho, marca a primeira deflação mensal no país desde abril de 2020. No acumulado de 12 meses, a taxa inflacionária recuou para 3,5%, um alívio em relação aos 4,2% observados em maio, que representavam o patamar mais elevado desde o ano anterior. O movimento foi impulsionado majoritariamente pela desvalorização dos combustíveis, que exerceram um efeito deflacionário sobre o índice geral. O núcleo da inflação, que exclui componentes voláteis como energia e alimentos, manteve-se estável, reforçando a percepção de um comportamento mais benigno dos preços. A reação imediata do mercado financeiro foi de otimismo, com investidores reduzindo as apostas de que o Federal Reserve (Fed) promoverá um novo aumento nas taxas de juros durante sua reunião de julho. A estabilidade no núcleo inflacionário é vista como um sinal positivo para a autoridade monetária, que busca equilibrar o controle da inflação sem comprometer o crescimento econômico. Apesar do alívio nos dados recentes, o cenário macroeconômico permanece sob vigilância. Economistas apontam que fatores externos, como a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e seu impacto nos preços do petróleo, além de possíveis desdobramentos das tarifas comerciais implementadas pelo governo Trump, continuam a representar riscos inflacionários. O Federal Reserve mantém uma postura cautelosa, avaliando se a trajetória de queda é sustentável ou se pressões persistentes exigirão uma manutenção prolongada dos juros em patamares elevados para garantir o retorno da inflação à meta estabelecida.

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