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União Europeia planeja restringir acesso de menores a redes sociais

A Comissão Europeia prepara uma proposta legislativa para implementar limites de idade e combater o design viciante em plataformas digitais.

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Foto: Época Negócios
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13/07 às 03:01 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • A Comissão Europeia pretende apresentar uma proposta legislativa após o verão europeu para regular o acesso de menores às redes sociais.
  • O plano prevê a proibição ou restrição severa do uso de plataformas para crianças menores de 13 anos.
  • Para adolescentes entre 13 e 18 anos, a proposta sugere um modelo de acesso autônomo e progressivo.
  • A regulação visa combater recursos de design considerados viciantes, como rolagem infinita, notificações automáticas e reprodução automática.
  • A presidente Ursula von der Leyen defende maior responsabilidade das empresas de tecnologia pela segurança de seus produtos.
  • Especialistas recomendam o uso supervisionado por adultos para crianças e restrição total de telas para menores de 3 anos.
  • A iniciativa busca harmonizar as legislações dos 27 países do bloco europeu sob uma diretriz única.
  • A medida responde a preocupações crescentes sobre o impacto das redes sociais na saúde mental e no desenvolvimento cerebral de jovens.
  • O projeto expande as exigências de verificação de idade já previstas no Digital Services Act (DSA).

A União Europeia prepara um movimento significativo para endurecer a regulação das redes sociais voltadas ao público jovem. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o bloco apresentará, após o recesso de verão, uma proposta legislativa para estabelecer uma idade mínima de acesso e implementar restrições graduais para menores de idade. A medida visa proteger crianças e adolescentes dos riscos associados ao ambiente digital, focando especialmente na saúde mental e no desenvolvimento cognitivo.

O cerne da proposta envolve a imposição de limites de idade, com a recomendação de que menores de 13 anos tenham acesso restrito ou supervisionado por responsáveis. Para a faixa etária de 13 a 18 anos, o modelo desenhado pelos especialistas sugere uma autonomia progressiva, condicionada à utilização de plataformas que priorizem a segurança e eliminem mecanismos de design viciantes. Entre as funcionalidades na mira dos reguladores estão a rolagem infinita, as notificações automáticas e a reprodução automática de vídeos, elementos frequentemente criticados por promoverem o uso compulsivo.

Esta iniciativa reflete uma tendência global de maior escrutínio sobre as Big Techs, comparando a responsabilidade dessas empresas à da indústria automobilística no que diz respeito à segurança do usuário. Ao harmonizar as legislações dos 27 países membros, a UE pretende criar um padrão robusto que complemente o Digital Services Act (DSA). A expectativa é que, ao forçar as plataformas a redesenharem seus algoritmos e interfaces, o bloco consiga mitigar os danos causados pela exposição precoce e descontrolada a conteúdos digitais, estabelecendo um novo marco regulatório para a proteção de menores no cenário internacional.

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