IA ainda não gera desemprego em massa, aponta relatório da OCDE
Apesar da transformação tecnológica, o desemprego nos países da OCDE segue em níveis mínimos, embora jovens enfrentem barreiras para ingressar no setor.
Pontos principais
- A taxa de desemprego nos países da OCDE mantém-se em 4,9%, patamar próximo ao mínimo histórico.
- Projeções da organização indicam crescimento contínuo do emprego para os anos de 2026 e 2027.
- A inteligência artificial altera as competências exigidas, mas não reduziu a demanda total por mão de obra.
- Jovens encontram dificuldades específicas de inserção no mercado, possivelmente devido à IA generativa.
- Salários reais em um terço dos países membros permanecem abaixo dos níveis registrados há cinco anos.
Um novo relatório da OCDE indica que a inteligência artificial ainda não provocou uma queda generalizada nos níveis de emprego entre os países membros. O mercado de trabalho tem demonstrado resiliência, mantendo a taxa de desemprego em 4,9%, próxima ao seu mínimo histórico, com expectativas de expansão contínua até 2027. Embora a tecnologia esteja redefinindo as competências necessárias para diversas funções, a demanda total por trabalhadores permanece estável. Contudo, a organização destaca um desafio crescente para a entrada de jovens no mercado, que enfrentam barreiras possivelmente exacerbadas pela adoção da IA generativa. Além da questão tecnológica, o cenário econômico ainda reflete pressões inflacionárias, visto que em um terço dos países da OCDE os salários reais ainda não recuperaram os patamares observados há cinco anos, mesmo diante da estabilidade frente aos conflitos no Oriente Médio.
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