Desemprego na OCDE atinge mínima histórica, mas salários estagnam
Com recorde de 670 milhões de empregados, países da OCDE enfrentam persistente perda de poder de compra devido à inflação.
Pontos principais
- A taxa de desemprego nos países da OCDE permanece em patamares historicamente baixos, com 670 milhões de pessoas ocupadas em maio de 2026.
- Cerca de um terço das economias membros ainda não compensou as perdas salariais causadas pelo recente ciclo inflacionário.
- A OCDE projeta expansão do emprego de 0,3% em 2026 e 0,6% em 2027, apesar da estagnação da renda real.
- O secretário-geral Mathias Cormann aponta a educação e a qualificação como pilares necessários para elevar a produtividade e os rendimentos.
O mercado de trabalho nos países da OCDE demonstra resiliência, atingindo a marca recorde de 670 milhões de pessoas ocupadas em maio de 2026. Apesar desse cenário de alta oferta de vagas, a recuperação dos salários reais permanece heterogênea, com um terço das economias do bloco ainda incapazes de recompor o poder de compra corroído pela inflação. A OCDE projeta um crescimento contínuo do emprego, com expansões de 0,3% em 2026 e 0,6% em 2027, mas alerta para desigualdades regionais e o aumento do desemprego entre jovens. Para o secretário-geral Mathias Cormann, a solução para a estagnação salarial reside no aumento da produtividade por meio de investimentos em educação e qualificação profissional, visando superar a desconexão estrutural entre a dinâmica de contratação e a valorização da renda das famílias.
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