Cientistas identificam novo tipo de açúcar em nuvem interestelar
Pesquisadores detectaram a eritrulose na nuvem G+0.693, reforçando estudos sobre a origem dos blocos de construção da vida no espaço.
Pontos principais
- A eritrulose é a maior molécula sem anéis fechados já encontrada no espaço.
- A descoberta ocorreu na nuvem G+0.693, situada a 26.700 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea.
- A detecção foi realizada por uma equipe internacional liderada pela cosmoquímica Izaskun Jiménez-Serra.
- O composto foi identificado por radiotelescópios na Espanha que captaram sua assinatura de rádio.
- A molécula provavelmente se forma na superfície gelada de grãos de poeira cósmica sob radiação.
Uma equipe internacional de cientistas, liderada pela cosmoquímica Izaskun Jiménez-Serra, identificou a presença de eritrulose no espaço interestelar. O açúcar de quatro carbonos foi detectado na nuvem G+0.693, uma região densa localizada a cerca de 26.700 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea. A descoberta foi viabilizada pelo uso de radiotelescópios na Espanha, que isolaram a assinatura de rádio da substância. Sendo a maior molécula de cadeia aberta já encontrada no meio interestelar, sua formação ocorre na superfície gelada de grãos de poeira cósmica expostos à radiação. A presença de açúcares complexos em ambientes tão distantes é um marco para a astrobiologia, oferecendo pistas cruciais sobre como os blocos de construção básicos da vida podem ter se originado e se espalhado pelo universo.
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