Calor extremo na Itália ameaça produção do queijo Parmigiano Reggiano
Temperaturas elevadas na região de Emilia-Romagna afetam a saúde do gado e elevam custos, colocando em risco a tradicional indústria de queijos.
Pontos principais
- O calor extremo na região de Emilia-Romagna reduziu a produtividade leiteira em até 10%.
- Produtores enfrentam custos crescentes com sistemas de refrigeração para manter a qualidade do leite e a maturação das peças.
- A indústria do Parmigiano Reggiano movimenta cerca de 4,5 bilhões de euros anualmente e exporta metade de sua produção global.
- Armazéns especializados estão investindo em eficiência energética e fontes renováveis para mitigar os impactos climáticos.
A produção do tradicional queijo Parmigiano Reggiano enfrenta uma ameaça sem precedentes devido às ondas de calor extremo na região italiana de Emilia-Romagna. O aumento das temperaturas tem impactado diretamente o bem-estar animal, resultando em uma queda de até 10% na produção de leite. Além dos desafios biológicos, os produtores lidam com o encarecimento dos custos operacionais, uma vez que sistemas de refrigeração e energia tornaram-se essenciais para preservar a qualidade do produto durante a maturação. Com um faturamento anual de 4,5 bilhões de euros e uma forte presença no mercado internacional, a indústria busca adaptar-se por meio de investimentos em eficiência energética. Especialistas alertam, contudo, que a persistência desses eventos climáticos extremos pode comprometer a viabilidade econômica e a continuidade da tradição secular deste produto de denominação de origem protegida.
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