Meta enfrenta críticas de Hollywood e investigação na União Europeia
A Meta lida com pressões sobre direitos de imagem de artistas e uma investigação europeia por riscos de seus recursos à saúde mental de menores.
Pontos principais
- O sindicato SAG-AFTRA recomendou que atores desativem o recurso Muse Image da Meta por preocupações com o uso de fotos para treinamento de IA.
- A Comissão Europeia investiga se recursos do Instagram e Facebook, como a rolagem infinita, incentivam o uso compulsivo e prejudicam menores.
- A Meta pode ser multada em até 6% do seu faturamento anual global caso as violações da Lei de Serviços Digitais sejam confirmadas.
- A empresa defende suas ferramentas, citando proteções para contas de menores e a possibilidade de desativação de recursos por usuários adultos.
A Meta enfrenta um cenário de pressão regulatória e setorial em duas frentes distintas. Nos Estados Unidos, o sindicato SAG-AFTRA e a Creative Artists Agency manifestaram preocupação com o novo recurso Muse Image, temendo que fotos públicas sejam utilizadas para treinar modelos de inteligência artificial sem consentimento claro. O sindicato tem buscado alinhar suas demandas à política de propriedade intelectual do governo de Donald Trump. Simultaneamente, a Comissão Europeia iniciou uma investigação formal contra a companhia por possíveis violações da Lei de Serviços Digitais. Bruxelas questiona se funcionalidades como a rolagem infinita e sistemas de recomendação personalizada prejudicam a saúde mental de usuários vulneráveis. A Meta contesta as alegações, destacando a implementação de 'Contas para Adolescentes', mas corre o risco de multas bilionárias caso a investigação conclua que a empresa falhou em mitigar riscos sistêmicos em suas plataformas.
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