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Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 3.811

Governo estabelece cemitério de emergência para as 3.811 vítimas fatais, enquanto equipes de resgate continuam localizando sobreviventes sob os escombros.

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Foto: G1 Mundo
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08/07 às 22:02 · atualizado 09/07 às 06:45

Pontos principais

  • O balanço oficial de mortes subiu para 3.811, com 16.740 feridos e 17.907 desabrigados.
  • Cerca de 300 corpos permanecem sem identificação oficial após os tremores de 24 de junho.
  • Um cemitério de emergência foi criado em La Guaira para acomodar o alto volume de vítimas fatais.
  • Autoridades afirmam que os sepultamentos são individuais e registrados com códigos de identificação.
  • A operação de resposta enfrenta críticas devido à escassez de equipes de resgate especializadas.
  • Um homem foi resgatado com vida após permanecer 30 horas soterrado em posição fetal.
  • O sobrevivente, Pedro Cordido, foi salvo por equipes de voluntários e descreveu o socorrista como um anjo.

O governo da Venezuela atualizou o balanço oficial dos dois terremotos que atingiram o norte do país em 24 de junho, confirmando 3.811 mortes. Diante da magnitude da tragédia, considerada a pior catástrofe natural das últimas décadas na região, as autoridades estabeleceram um cemitério de emergência próximo a La Guaira para realizar o sepultamento das vítimas. O governo assegura que todos os enterros são realizados de forma individual e devidamente catalogados com códigos de identificação, embora cerca de 300 corpos ainda não tenham sido identificados oficialmente.

Além das fatalidades, o cenário humanitário permanece crítico com 16.740 feridos e 17.907 pessoas desabrigadas. Apesar das dificuldades logísticas e das críticas à escassez de equipes especializadas, esforços de voluntários continuam a produzir resultados. Um exemplo recente foi o resgate de Pedro Cordido, encontrado com vida após passar 30 horas soterrado em posição fetal. Enquanto o país avalia a extensão dos danos em infraestruturas críticas, a operação de busca e salvamento segue sendo o principal desafio para as autoridades locais, que tentam equilibrar o atendimento às vítimas e a gestão da crise humanitária.

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