Ações da SLC Agrícola caem após compra de terras da Radar
O mercado financeiro reagiu negativamente à aquisição de R$ 1,85 bilhão, elevando preocupações sobre a alavancagem da companhia.
Pontos principais
- A SLC Agrícola comprou terras da joint venture Radar por R$ 1,85 bilhão ao exercer seu direito de preferência.
- As ações da empresa registraram queda de cerca de 10% desde o anúncio da transação.
- Instituições como BTG, Bradesco BBI e Bank of America questionaram a alocação de capital e o aumento da alavancagem.
- O Bank of America rebaixou a recomendação da SLC para 'venda', citando o cenário desfavorável de commodities e câmbio.
- A empresa lida com desafios operacionais causados pelo risco climático do El Niño e pela desvalorização da soja e do algodão.
A SLC Agrícola enfrenta um momento de forte ceticismo por parte de investidores e analistas após confirmar a compra de terras da joint venture Radar por R$ 1,85 bilhão. A decisão de exercer o direito de preferência sobre os ativos foi recebida com cautela, resultando em uma desvalorização de aproximadamente 10% nas ações da companhia. Analistas de grandes bancos, incluindo BTG Pactual e Bank of America, apontam que a transação eleva a alavancagem financeira em um período de incertezas macroeconômicas. O cenário é agravado pela pressão nos preços das commodities, como soja e algodão, além dos riscos climáticos impostos pelo El Niño. Com o rebaixamento da recomendação pelo Bank of America, a empresa agora precisa demonstrar ao mercado que a expansão territorial compensará o aumento do endividamento e a volatilidade do setor agrícola atual.
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