PF realiza busca por armas na residência de Jair Bolsonaro
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente em busca de armamentos, mas nada foi encontrado no local.
Pontos principais
- A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para localizar armas não entregues.
- O mandado visava o cumprimento da decisão que revogou o registro de CAC de Bolsonaro.
- A defesa do ex-presidente afirmou que nenhum armamento foi localizado durante a diligência.
- O STF considera a posse de armas incompatível com a condição de prisão domiciliar do ex-presidente.
- Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
- Houve divergências sobre a localização de armas, com a defesa alegando custódia de terceiros.
- O senador Flávio Bolsonaro classificou a operação como uma cortina de fumaça e perseguição política.
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o objetivo de localizar armamentos que não haviam sido entregues às autoridades após a cassação dos registros de posse e porte de armas do ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista, encontrando-se em regime de prisão domiciliar, situação agravada por um quadro recente de pneumonia bacteriana. A medida do STF fundamenta-se no entendimento de que a manutenção de arsenal sob custódia de um detento em prisão domiciliar é incompatível com as restrições impostas pela Justiça.
Durante a varredura, que durou menos de uma hora, os agentes não encontraram armas ou munições no imóvel. A defesa de Bolsonaro sustentou que o armamento remanescente estaria sob custódia de terceiros, incluindo uma importadora no Rio Grande do Sul e a Polícia Civil do Distrito Federal, justificando a ausência dos itens na residência. O ministro Alexandre de Moraes, contudo, considerou as informações prestadas anteriormente pela defesa como insuficientes, o que motivou a expedição do mandado de busca.
O episódio gerou reações imediatas no campo político. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificou a operação como uma "cortina de fumaça" e uma tentativa de perseguição política, sugerindo que a ação teria como objetivo desviar o foco de sua agenda pública. Apesar das críticas da defesa e de aliados, a operação reforça o rigor do STF no monitoramento das condições de cumprimento da pena do ex-presidente, mantendo o foco na desarticulação de qualquer possibilidade de acesso a meios de defesa ou força enquanto perdura a sentença condenatória.
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