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PF realiza busca por armas na residência de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente em busca de armamentos, mas nada foi encontrado no local.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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08/07 às 09:32 · atualizado 16:32

Pontos principais

  • A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para localizar armas não entregues.
  • O mandado visava o cumprimento da decisão que revogou o registro de CAC de Bolsonaro.
  • A defesa do ex-presidente afirmou que nenhum armamento foi localizado durante a diligência.
  • O STF considera a posse de armas incompatível com a condição de prisão domiciliar do ex-presidente.
  • Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
  • Houve divergências sobre a localização de armas, com a defesa alegando custódia de terceiros.
  • O senador Flávio Bolsonaro classificou a operação como uma cortina de fumaça e perseguição política.

A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o objetivo de localizar armamentos que não haviam sido entregues às autoridades após a cassação dos registros de posse e porte de armas do ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista, encontrando-se em regime de prisão domiciliar, situação agravada por um quadro recente de pneumonia bacteriana. A medida do STF fundamenta-se no entendimento de que a manutenção de arsenal sob custódia de um detento em prisão domiciliar é incompatível com as restrições impostas pela Justiça.

Durante a varredura, que durou menos de uma hora, os agentes não encontraram armas ou munições no imóvel. A defesa de Bolsonaro sustentou que o armamento remanescente estaria sob custódia de terceiros, incluindo uma importadora no Rio Grande do Sul e a Polícia Civil do Distrito Federal, justificando a ausência dos itens na residência. O ministro Alexandre de Moraes, contudo, considerou as informações prestadas anteriormente pela defesa como insuficientes, o que motivou a expedição do mandado de busca.

O episódio gerou reações imediatas no campo político. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificou a operação como uma "cortina de fumaça" e uma tentativa de perseguição política, sugerindo que a ação teria como objetivo desviar o foco de sua agenda pública. Apesar das críticas da defesa e de aliados, a operação reforça o rigor do STF no monitoramento das condições de cumprimento da pena do ex-presidente, mantendo o foco na desarticulação de qualquer possibilidade de acesso a meios de defesa ou força enquanto perdura a sentença condenatória.

Fonte primária

STF (Ministro Alexandre de Moraes)

Decisão em Execução Penal 169/DF — Ministro Alexandre de Moraes (STF)

Na decisão de 3/7/2026 na Execução Penal 169/DF, o ministro Alexandre de Moraes mantém a prisão domiciliar humanitária de Jair Messias Bolsonaro, mas determina a revogação do porte de arma do custodiado e a apreensão imediata da pistola Glock 9mm apanhada pela Polícia Civil do DF em 15/6/2026 (arma de propriedade de Bolsonaro, confirmada via sistema SIGMA do Exército). Moraes revoga ainda o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro, determinando a apreensão imediata de todas as 11 armas de fogo vinculadas a esse registro (pistolas Taurus, Glock, Caracal, Arex, SIG-Sauer e espingardas Typhoon e Maestro Arms, listadas com número de série e registro SIGMA). A decisão cita manifestação da PGR segundo a qual não houve falta grave configurada, mas a condição atual do custodiado é 'incompatível com a posse de arma de fogo', pois não preenche os requisitos de idoneidade da Lei 10.826/2003. Moraes fixa prazo de 48 horas para a Defesa entregar as armas à Superintendência da Polícia Federal no DF e adverte que o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária 'implicará na sua revogação e retorno imediato ao regime fechado'. Foi essa entrega incompleta — o Comando de Policiamento do Exército em Brasília reportou ao STF, em 6/7/2026, ter localizado apenas 6 das 8 armas sob sua custódia — que levou Moraes a autorizar, em despacho posterior no mesmo processo, a busca e apreensão domiciliar cumprida pela PF em 8/7/2026: 'a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro'.

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