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Justiça dos EUA aprova indenização de US$ 46,75 mi à 23andMe

Juiz federal autorizou o pagamento a vítimas do vazamento de dados de 2023 que expôs informações genéticas de 6,9 milhões de clientes.

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08/07 às 09:07

Pontos principais

  • O acordo de US$ 46,75 milhões compensa o vazamento de 2023 que comprometeu dados de 6,9 milhões de usuários.
  • Do montante total, US$ 14,29 milhões já foram desembolsados, restando US$ 32,46 milhões para distribuição.
  • A 23andMe entrou em recuperação judicial (Chapter 11) em março de 2025, citando o impacto financeiro do incidente e queda na demanda.
  • Os ativos da empresa foram comprados por US$ 305 milhões pela Chrome Holding, entidade ligada à cofundadora Anne Wojcicki.
  • O Procurador-Geral da Califórnia mantém um processo contra a empresa por negligência na proteção de dados e omissão sobre a gravidade da falha.
  • O juiz Brian Walsh considerou o acordo justo e no melhor interesse dos afetados, apesar da disputa judicial em curso na Califórnia.

Um juiz federal de falências dos Estados Unidos aprovou, no dia 7 de julho de 2026, um acordo de US$ 46,75 milhões para encerrar litígios relacionados ao vazamento de dados ocorrido em 2023 na empresa de testes genéticos 23andMe. O incidente expôs informações pessoais e genéticas de cerca de 6,9 milhões de clientes, levando a uma série de ações judiciais que contribuíram para a crise financeira da companhia. A empresa, que chegou a ser avaliada em US$ 6 bilhões, entrou em recuperação judicial em março de 2025 e teve seus ativos adquiridos pela Chrome Holding, controlada pela cofundadora Anne Wojcicki, por US$ 305 milhões.

O pagamento será coordenado pela Kroll Restructuring, que distribuirá os recursos remanescentes de US$ 32,46 milhões após o abatimento de valores já desembolsados. Paralelamente ao acordo de falência, a 23andMe enfrenta um processo movido pelo Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, que acusa a empresa de ignorar alertas de segurança e minimizar a gravidade da exposição de dados. O tribunal de falências ainda analisa uma moção para bloquear essa ação estadual, enquanto o governo da Califórnia argumenta que a corte de falências não deve servir como um refúgio para evitar responsabilidades legais.

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