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Canal em Guayaquil torna-se depósito de corpos em meio à crise no Equador

O Canal da Morte, em Guayaquil, reflete o domínio do crime organizado e a grave crise de segurança pública que assola o Equador.

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Foto: G1 Mundo
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08/07 às 03:02

Pontos principais

  • O canal de irrigação em Nueva Prosperina é usado por facções criminosas para o descarte de vítimas de homicídios.
  • Mais de 100 corpos foram removidos do local pela polícia forense desde 2023.
  • Moradores relatam controle territorial por homens armados e medo de represálias ao denunciar crimes.
  • O governo de Daniel Noboa mantém estados de exceção para tentar conter o avanço do narcotráfico no país.
  • Relatórios da ONU indicam denúncias de desaparecimentos forçados atribuídos a agentes do Estado em operações de segurança.

O Canal da Morte, localizado na região de Nueva Prosperina, em Guayaquil, tornou-se um símbolo da escalada da violência no Equador. O local é utilizado por grupos criminosos como ponto de desova para corpos de vítimas de homicídios, evidenciando a fragilidade da segurança pública e o domínio territorial exercido por facções. Desde 2023, a polícia forense já retirou mais de 100 corpos do canal, em um cenário onde a população local vive sob constante ameaça e silêncio forçado. A situação ocorre enquanto o governo de Daniel Noboa sustenta estados de exceção na tentativa de frear o poder do narcotráfico. Paralelamente, a crise é agravada por denúncias da ONU sobre possíveis desaparecimentos forçados cometidos por agentes estatais durante ações de combate ao crime, complicando ainda mais o panorama de direitos humanos no país.

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