Governo de Daniel Noboa aprofunda cooperação militar com os EUA e estende imunidade penal a agentes em meio a críticas sobre retrocesso democrático.
O governo do Equador, sob a gestão de Daniel Noboa, intensificou a militarização da segurança pública ao decretar um novo estado de exceção e formalizar acordos de cooperação com os Estados Unidos. A medida inclui a concessão de imunidade penal a agentes estatais e estrangeiros que atuem em operações de repressão, uma decisão que gerou alertas de organizações internacionais sobre o risco de abusos e desaparecimentos forçados. A estratégia, que visa combater o crime organizado na fronteira norte, ocorre em um cenário de crescente instabilidade política.
Paralelamente, opositores denunciam um processo de perseguição institucional, citando o congelamento de bens e o banimento de legendas como o Revolução Cidadã. Apesar da ofensiva estatal, indicadores da ACLED sugerem que a política de segurança não tem sido eficaz, com o número de grupos criminosos ativos no país atingindo 37, levantando questionamentos sobre a eficácia da militarização e o futuro da democracia equatoriana.
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