Startup israelense desenvolve manteiga de cacau em laboratório
A Celleste Bio criou manteiga de cacau via cultura de células, visando reduzir o impacto ambiental do cultivo tradicional com apoio da Mondelēz.
Pontos principais
- A tecnologia utiliza biorreatores para produzir manteiga de cacau bioidêntica sem necessidade de plantio em solo.
- A startup emprega inteligência artificial para otimizar características como sabor e ponto de fusão do ingrediente.
- A Mondelēz International validou a matéria-prima em protótipos de barras de chocolate.
- O método busca mitigar o desmatamento associado à produção convencional de cacau.
- A empresa projeta escalar a produção para níveis comerciais nos próximos dois anos.
A startup israelense Celleste Bio anunciou o desenvolvimento de uma manteiga de cacau produzida em laboratório por meio de cultura de suspensão celular. O ingrediente, que mantém propriedades físicas de textura e derretimento idênticas ao produto convencional, foi testado com sucesso em protótipos de barras de chocolate pela Mondelēz International. O processo utiliza inteligência artificial para customizar atributos sensoriais, permitindo um controle preciso sobre a qualidade final do insumo. A inovação é considerada um avanço significativo para a indústria alimentícia, pois oferece uma alternativa sustentável que dispensa o uso extensivo de terras. Ao eliminar a necessidade de plantio tradicional, a tecnologia visa reduzir o impacto ambiental e o desmatamento atrelado à cadeia produtiva do cacau. A Celleste Bio planeja agora expandir suas operações para alcançar escala comercial nos próximos dois anos.
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