O Santander estima que a realocação global de investimentos pode direcionar entre US$ 6,5 bilhões e US$ 45 bilhões para o Brasil, impulsionada pela atratividade do mercado local e rotação para emergentes.
O Brasil está posicionado para receber um significativo fluxo de capital estrangeiro, com projeções do Santander indicando que a realocação global de investimentos pode gerar entre US$ 6,5 bilhões e US$ 45 bilhões para o país. Este movimento é impulsionado pela atratividade relativa do mercado brasileiro e por uma esperada rotação de capital para mercados emergentes, após um período de concentração em economias desenvolvidas. O ano de 2026 já demonstrou essa tendência, com o Ibovespa e o ETF EWZ em alta, e entradas líquidas de R$ 28,4 bilhões, superando o total do ano anterior.
As avaliações do mercado brasileiro, mesmo após recente reprecificação, continuam competitivas, oferecendo uma combinação de atratividade e alta liquidez. A análise de sensibilidade do Santander considerou o peso dos mercados emergentes em benchmarks globais e a participação do Brasil nesse universo. Em um cenário otimista, caso o peso do Brasil no índice MSCI EM retorne à sua média histórica de 10%, o país poderia atrair até US$ 45 bilhões em novos investimentos, reforçando a perspectiva de um cenário favorável para o capital estrangeiro.