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Poluição do ar na infância pode elevar risco de obesidade

Estudo do Mt Sinai associa exposição a partículas finas no primeiro ano de vida a falhas no controle de impulsos e ganho de peso na infância.

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Foto: The Guardian World
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06/07 às 08:31

Pontos principais

  • Pesquisadores do Mt Sinai identificaram que a poluição do ar pode atuar como uma neurotoxina no desenvolvimento infantil.
  • A exposição a partículas finas (PM2.5) no primeiro ano de vida foi correlacionada a dificuldades no controle de impulsos.
  • O estudo é o primeiro a estabelecer uma conexão direta entre neurotoxicidade, comportamento e obesidade infantil.
  • A falha no controle de impulsos é apontada como a via biológica que conecta a poluição ambiental ao ganho de peso excessivo.

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores do Mt Sinai revelou que a exposição de bebês a partículas finas de poluição do ar, conhecidas como PM2.5, pode comprometer o desenvolvimento do controle de impulsos. Segundo os cientistas, essas partículas agem como neurotoxinas durante o primeiro ano de vida, prejudicando funções cognitivas essenciais. A pesquisa destaca que essa deficiência no controle de impulsos atua como um fator determinante para o desenvolvimento da obesidade infantil, estabelecendo uma relação inédita entre a qualidade do ar, o comportamento e o ganho de peso. A descoberta é relevante por oferecer uma nova perspectiva sobre os determinantes ambientais da saúde infantil, sugerindo que a exposição precoce a poluentes pode ter impactos duradouros no metabolismo e no comportamento alimentar das crianças, exigindo atenção redobrada sobre a qualidade do ar em ambientes urbanos.

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