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Poluição do ar na infância pode elevar risco de obesidade

Estudo do Mt Sinai associa exposição a partículas finas no primeiro ano de vida a falhas no controle de impulsos e ganho de peso na infância.

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Foto: Época Negócios
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06/07 às 08:31 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • Pesquisadores do Mt Sinai identificaram que a poluição do ar (PM2.5) atua como uma neurotoxina no desenvolvimento infantil.
  • Estudo com 434 crianças constatou que a exposição precoce está ligada a maior impulsividade e IMC elevado entre os quatro e oito anos.
  • A falha no controle de impulsos é apontada como a via biológica que conecta a poluição ambiental ao ganho de peso excessivo.
  • Especialistas recomendam o uso de filtros de ar com tecnologia HEPA ou MERV 13 para reduzir a exposição em ambientes domésticos.

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores do Mount Sinai revelou que a exposição de bebês a partículas finas de poluição do ar, conhecidas como PM2.5, pode comprometer o desenvolvimento do controle de impulsos. Ao acompanhar 434 crianças, os cientistas observaram que a exposição no primeiro ano de vida está correlacionada a uma maior impulsividade e a um IMC mais elevado entre os quatro e oito anos de idade. Essa deficiência na autorregulação atua como um fator determinante para o desenvolvimento da obesidade infantil, estabelecendo uma relação direta entre a qualidade do ar, o comportamento e o metabolismo. Diante dos riscos, especialistas sugerem o uso de filtros de ar com tecnologia HEPA ou MERV 13 em ambientes domésticos para mitigar a exposição, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução de poluentes de tráfego e combustíveis fósseis.

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