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EUA classificam Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas

O governo Trump designou as facções brasileiras como terroristas, equiparando-as a grupos globais e gerando tensões diplomáticas com o Brasil.

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Foto: InfoMoney
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28/05 às 19:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Departamento de Estado dos EUA oficializou a designação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas globais em 28 de maio de 2026.
  • A medida baseia-se na Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump.
  • A decisão permite o congelamento de ativos, sanções severas e a proibição de suporte material a partir de 5 de junho.
  • As facções brasileiras passam a figurar na mesma lista oficial que grupos como Estado Islâmico, Al-Qaeda e Hamas.
  • Membros e associados das facções estarão sujeitos a restrições de imigração e processos de deportação nos Estados Unidos.
  • A decisão foi articulada após encontros entre o senador Flávio Bolsonaro, o presidente Donald Trump e o secretário Marco Rubio.
  • O governo Lula tentou dissuadir a administração Trump da medida, argumentando que a legislação brasileira já combate o crime organizado.
  • Fontes do Palácio do Planalto indicam que o governo brasileiro não foi avisado previamente da decisão oficial.
  • O governo brasileiro teme que a classificação possa servir de pretexto para intervenções externas no território nacional.
  • A Secretaria Nacional de Segurança Pública reiterou que as facções não possuem motivação ideológica, requisito legal para o terrorismo no Brasil.
  • Analistas apontam que a classificação pode gerar incertezas no sistema financeiro e comprometer a cooperação investigativa bilateral.
  • Desde o início de 2025, o governo Trump já designou 14 grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas.

O governo dos Estados Unidos oficializou a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas globais e estrangeiras. A medida, conduzida pelo secretário de Estado Marco Rubio sob a administração Trump, fundamenta-se na Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva presidencial. Com esta ação, as facções brasileiras passam a integrar a mesma lista oficial de grupos como Estado Islâmico, Al-Qaeda e Hamas, sendo consideradas ameaças diretas à segurança nacional americana. O objetivo declarado é desmantelar as redes de financiamento e a influência dessas facções, permitindo que autoridades americanas congelem ativos no sistema bancário dos EUA e iniciem processos criminais contra integrantes dos grupos a partir de 5 de junho. A decisão eleva para 14 o número de grupos criminosos latino-americanos designados como terroristas desde o início de 2025, refletindo um endurecimento na postura dos EUA em relação ao crime organizado na região.

A decisão ocorre após uma série de encontros diplomáticos, incluindo uma visita oficial do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o governo brasileiro não foi notificado previamente sobre a medida. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, reiterou que o governo rejeita a equiparação ao terrorismo e qualquer pretexto para intervenções externas, destacando que o próprio presidente Lula tentou dissuadir a Casa Branca da medida em reuniões recentes. Existe uma preocupação crescente no governo brasileiro de que a classificação possa ser utilizada como justificativa para futuras intervenções militares ou ingerências externas no Brasil.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública manifestou preocupação com o cenário, lamentando que o tema tenha sido capturado pela disputa eleitoral brasileira. Especialistas do Fórum alertam que a designação pode ter impactos profundos na economia e na cooperação internacional, exigindo critérios técnicos claros para evitar a banalização do conceito de terrorismo. A Secretaria Nacional de Segurança Pública reforçou que, sob a ótica da legislação brasileira, as facções criminosas não se enquadram na definição de terrorismo por carecerem de motivação ideológica ou política, sendo tratadas sob o rigor das leis de combate ao crime organizado, que já preveem penas severas.

Este movimento marca um endurecimento significativo na política de segurança externa dos EUA, com foco na interrupção de fluxos financeiros e na extradição de lideranças. A inclusão na lista é uma ferramenta diplomática e jurídica utilizada para isolar grupos que ameaçam a segurança nacional americana ou de seus aliados, refletindo a preocupação crescente com a expansão das atividades dessas facções além das fronteiras brasileiras. O governo americano enfatizou que utilizará todas as ferramentas disponíveis para interromper o financiamento dessas organizações, citando a violência sistemática contra agentes públicos e civis como fator determinante. O governo brasileiro segue monitorando os desdobramentos jurídicos, enquanto busca equilibrar a necessidade de cooperação internacional com as diretrizes impostas por Washington, em um momento onde a segurança pública ganha protagonismo no debate político nacional para 2026.

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