O Brasil atingiu a metade da cota anual de exportação de carne bovina destinada à China no dia 9 de maio de 2026. A marca, confirmada pelo Ministério do Comércio chinês, coloca o agronegócio brasileiro em alerta, visto que o volume comercializado está sujeito a uma medida de salvaguarda comercial. A cota total para 2026 foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, um volume 35% inferior ao registrado no ano anterior. Caso esse limite seja superado, a tarifa de importação saltará de 12% para 55%, tornando o produto brasileiro pouco competitivo no mercado asiático. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima uma redução de 10% nas exportações para o país em 2026, com interrupções esperadas já em junho.
Diante do cenário, diretores do setor apontam que a sobretaxa, somada a outros impostos, pode inviabilizar as exportações diretas, forçando o redirecionamento da produção para países vizinhos ou a busca por novos parceiros comerciais. Os Estados Unidos surgem como uma alternativa estratégica, dado o atual déficit no rebanho bovino norte-americano. Contudo, analistas alertam que a queda nas exportações pode gerar um efeito colateral no mercado interno brasileiro: a redução na oferta de abates pode pressionar o preço de cortes nobres para o consumidor final, alterando a dinâmica de preços domésticos.
Times Brasil • 11 mai, 15:04
Times Brasil • 11 mai, 15:40
G1 - Economia • 11 mai, 10:27
5 mai, 08:04
27 mar, 18:01
16 fev, 20:00
14 fev, 12:01
12 fev, 15:01
Carregando comentários...