Aegea planeja novos aportes para viabilizar futuras concessões
A Aegea busca capital adicional de acionistas para financiar expansão no saneamento enquanto prioriza a redução de sua alavancagem financeira.
Pontos principais
- A companhia projeta um capex anual entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões para os próximos dois anos.
- O plano de IPO da empresa foi adiado para 2027 devido à volatilidade do mercado e incertezas geopolíticas.
- A Aegea busca manter sua alavancagem financeira em patamares próximos a 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.
- A empresa desistiu de participar da privatização da Copasa para focar na gestão de sua estrutura de capital.
A Aegea, gigante do setor de saneamento, informou que precisará de novos aportes de seus acionistas para sustentar sua participação em futuras concessões. Segundo o CFO André Pires, a estratégia atual prioriza a desalavancagem financeira, visando manter a relação entre dívida líquida e Ebitda em torno de 3 vezes. Apesar de contar com R$ 13,6 bilhões em caixa e um perfil de dívida alongado, a empresa enfrenta desafios após o rebaixamento de seu rating pela agência Fitch.
Para o biênio 2026-2027, a companhia mantém uma projeção de crescimento de dois dígitos, com investimentos previstos entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. O cenário de incertezas geopolíticas e a volatilidade do mercado financeiro levaram a empresa a adiar seu plano de IPO para 2027, reforçando a necessidade de capital privado para financiar sua expansão operacional no setor.
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