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Fifa reverte suspensão de Balogun após intervenção de Donald Trump

A Fifa anulou a suspensão do atacante Folarin Balogun, permitindo sua escalação contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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Foto: G1 Mundo
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05/07 às 15:01 · atualizado 22:31

Pontos principais

  • Folarin Balogun havia sido expulso na partida contra a Bósnia após revisão do VAR pelo árbitro Raphael Claus.
  • A Fifa converteu a suspensão automática de um jogo em um período probatório de um ano para o atleta.
  • O presidente Donald Trump contatou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão do caso.
  • A Casa Branca confirmou ter fornecido evidências adicionais para apoiar o processo de apelação da federação americana.
  • Donald Trump celebrou publicamente a decisão da entidade em sua rede social, Truth Social.
  • A Real Associação Belga de Futebol protestou formalmente contra a medida, alegando violação do regulamento do torneio.
  • A federação belga citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que exige suspensão automática após cartão vermelho.
  • O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, ironizou a decisão, questionando a autonomia da Fifa frente a pressões políticas.
  • A Fifa negou qualquer influência política, afirmando que a decisão foi tomada de forma independente pelo Comitê Disciplinar.
  • A seleção dos Estados Unidos enfrenta a Bélgica na próxima segunda-feira, em Seattle, pelas oitavas de final.

A Fifa anunciou a reversão da suspensão automática do atacante Folarin Balogun, que havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina durante a fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A decisão, que substituiu a punição imediata por um período probatório de um ano, permite que o jogador integre a seleção dos Estados Unidos no confronto decisivo das oitavas de final contra a Bélgica, marcado para a próxima segunda-feira, em Seattle. A medida foi confirmada após uma série de contatos entre o governo dos Estados Unidos e a cúpula da entidade máxima do futebol mundial. Fontes indicam que o presidente Donald Trump conversou diretamente com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para contestar a expulsão, que o mandatário americano classificou como uma injustiça. A Casa Branca também teria fornecido evidências adicionais para auxiliar no processo de apelação apresentado pela federação americana. Após a confirmação da liberação do atleta, Trump utilizou a rede social Truth Social para agradecer publicamente à Fifa pela revisão do caso. A intervenção direta de um chefe de Estado em um processo disciplinar esportivo é considerada um evento raro e gerou reações imediatas no cenário internacional. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) manifestou forte descontentamento, classificando a decisão como uma violação direta do regulamento da competição. Segundo a entidade belga, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa e o Artigo 10.5 do regulamento do torneio estabelecem a obrigatoriedade de suspensão automática após a aplicação de um cartão vermelho, o que tornaria a reversão um precedente perigoso para o fair play. O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, ironizou a situação em entrevista, questionando a integridade do processo. Em resposta às críticas, a Fifa emitiu um comunicado oficial negando qualquer tipo de interferência política na decisão. A entidade sustentou que a alteração da sanção foi conduzida de forma independente pelo seu Comitê Disciplinar, baseando-se em uma análise técnica do lance original, que havia sido conduzido pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Apesar da polêmica, a comissão técnica dos Estados Unidos, liderada por Mauricio Pochettino, celebrou a disponibilidade de Balogun para o jogo contra a Bélgica, destacando a importância do atacante para a busca da equipe por uma vaga nas quartas de final, feito que os americanos não alcançam desde 2002.

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