Estudo sobre hibernação de esquilo ártico pode avançar medicina
Pesquisadores investigam mecanismos biológicos do esquilo-terrestre-do-Ártico para desenvolver tratamentos contra infartos e AVCs em humanos.
Pontos principais
- O esquilo-terrestre-do-Ártico sobrevive a temperaturas corporais abaixo de 0°C durante a hibernação.
- Cientistas estudam a adenosina e o hipotálamo para induzir estados de baixo consumo energético em pacientes.
- O aumento de iodeto no sangue durante a hibernação mostrou eficácia na redução de danos por isquemia-reperfusão.
- A tecnologia busca proteger órgãos humanos em estados críticos, como em casos de lesões cerebrais.
Cientistas estão analisando as capacidades biológicas do esquilo-terrestre-do-Ártico, que consegue sobreviver a temperaturas corporais negativas durante a hibernação, para revolucionar o tratamento de emergências médicas. O objetivo é replicar os mecanismos metabólicos desses animais para proteger órgãos humanos durante episódios críticos, como infartos, AVCs e lesões cerebrais. Foco central da pesquisa, o aumento de iodeto no sangue durante o período de hibernação já demonstrou potencial em testes clínicos de fase 2 para mitigar danos causados por isquemia-reperfusão. Embora a aplicação em humanos ainda enfrente desafios significativos devido à complexidade biológica e aos possíveis efeitos colaterais, a descoberta abre caminhos promissores para novas terapias de preservação celular e redução do consumo energético do corpo em situações de trauma.
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