Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 3.342
O número de vítimas fatais dos sismos na Venezuela subiu para 3.342, enquanto o Brasil envia ajuda humanitária e insumos médicos ao país vizinho.
Pontos principais
- O balanço oficial aponta 3.342 mortos e mais de 16.700 feridos após os terremotos de 24 de junho.
- A presidente interina Delcy Rodríguez nega risco de convulsão social, apesar das críticas à lentidão no socorro.
- O Brasil enviou toneladas de medicamentos e centenas de milhares de doses de vacinas para conter riscos sanitários.
- A ajuda brasileira inclui o suporte a um hospital de campanha da Marinha em La Guaira.
O número de mortos decorrente dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, com mais de 16.700 feridos registrados até o momento. Em meio à crise, a presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no início de 2026, descartou a possibilidade de convulsão social no país. Durante as celebrações do Dia da Independência no Forte Tiuna, em Caracas, a mandatária enfatizou a solidariedade da população, embora o governo enfrente críticas crescentes de moradores das áreas atingidas devido à demora no atendimento às vítimas e à destruição da infraestrutura básica. Para auxiliar no enfrentamento do colapso dos serviços de saúde locais, o governo brasileiro intensificou a ajuda humanitária. Em uma operação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, com apoio da Marinha, da companhia aérea Gol e da farmacêutica Eurofarma, o Brasil enviou toneladas de insumos hospitalares e centenas de milhares de doses de vacinas, incluindo imunizantes contra febre amarela e raiva. O Ministério da Saúde brasileiro assegurou que a doação não compromete o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte dos insumos enviados tem como destino o hospital de campanha mantido pela Marinha do Brasil na cidade de La Guaira, visando prevenir surtos de doenças infecciosas na região afetada pelo desastre natural.
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