Candidatos governistas perdem 17 das últimas 20 eleições na América do Sul
Levantamento aponta que a alternância de poder tornou-se a regra no continente, com governistas vencendo apenas três pleitos desde 2018.
Pontos principais
- O estudo analisou 20 eleições presidenciais na América do Sul entre 2018 e 2026.
- Apenas Paraguai e Equador mantiveram candidatos apoiados pelo governo no poder.
- A Venezuela foi excluída da análise devido à falta de transparência eleitoral.
- Baixa popularidade e escândalos de corrupção são os principais fatores para as derrotas.
Um levantamento recente sobre o cenário político sul-americano revela uma forte tendência de alternância de poder, com candidatos governistas vencendo apenas três das últimas 20 eleições presidenciais realizadas desde 2018. O estudo, que excluiu a Venezuela por não atender a critérios de lisura eleitoral, aponta que o Paraguai e o Equador foram as únicas nações a manterem a continuidade de grupos políticos no comando do Executivo. A recorrência de derrotas para sucessores de governos vigentes reflete um descontentamento generalizado dos eleitores, frequentemente impulsionado por crises econômicas, escândalos de corrupção e baixos índices de popularidade dos presidentes em exercício. Esse fenômeno de rejeição ao status quo tem sido observado em diversos países, como Colômbia e Peru, consolidando um padrão onde a mudança de comando se tornou a tônica das disputas eleitorais na região nos últimos anos.
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