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Abelardo de la Espriella vence apuração preliminar na Colômbia

O advogado conservador lidera a apuração com 49,66% dos votos, enquanto o mercado financeiro reage positivamente e líderes globais celebram o resultado.

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Foto: G1 Mundo
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22/06 às 00:32 · atualizado 11:45

Pontos principais

  • Abelardo de la Espriella obteve 49,66% dos votos, superando o senador Iván Cepeda por uma margem de 0,94 ponto percentual.
  • A campanha de Cepeda contesta os resultados de 33 mil urnas, exigindo verificação formal antes do reconhecimento da derrota.
  • O escrutínio oficial, com validade jurídica, teve início nesta segunda-feira sob supervisão de juízes eleitorais.
  • O mercado financeiro reagiu com otimismo, incluindo alta de 2,11% no ETF MSCI Colômbia e valorização dos títulos da dívida.
  • Analistas do JPMorgan, XP Investments e Bradesco BBI alertam que a margem estreita pode limitar reformas estruturais e gerar incertezas.
  • O cenário econômico para 2026 projeta crescimento moderado entre 2,5% e 2,7%, com inflação persistente como desafio.
  • O presidente Donald Trump parabenizou o novo mandatário pela vitória, reforçando laços com a agenda conservadora.
  • Javier Milei, presidente da Argentina, classificou o resultado como uma vitória histórica da liberdade econômica.
  • José Antonio Kast, líder chileno, destacou que a eleição marca uma nova etapa de segurança e prosperidade para a Colômbia.
  • A posse do vencedor do pleito está prevista para o dia 7 de agosto, com mandato estendido até 2030.

O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, conhecido como 'El Tigre', venceu a apuração preliminar das eleições presidenciais na Colômbia, consolidando uma guinada conservadora no país. Com uma plataforma focada em segurança pública e economia liberal, Espriella obteve uma vantagem estreita de menos de 300 mil votos sobre o senador esquerdista Iván Cepeda. O resultado, que ainda aguarda o escrutínio oficial para ter validade jurídica, marca uma mudança ideológica significativa em relação à gestão de Gustavo Petro, encerrando o primeiro governo de esquerda da história colombiana. O novo governo já sinalizou que pretende abandonar o plano de paz com grupos armados iniciado em 2016, além de fortalecer a economia nacional por meio da redução de impostos corporativos e ampliação da exploração de petróleo e gás.

O otimismo com a vitória de Espriella refletiu-se rapidamente nos mercados financeiros. Além da alta nos títulos da dívida, o ETF MSCI Colômbia registrou valorização de 2,11% logo após a divulgação dos números. Analistas de instituições como JPMorgan, XP Investments e Bradesco BBI destacam que, embora a reação inicial seja positiva, a margem estreita da vitória pode gerar desafios de governabilidade e incertezas políticas. O Bradesco BBI, especificamente, mantém cautela sobre a relação risco-retorno das ações colombianas, apontando que a articulação política no Congresso será o principal entrave para a implementação de reformas estruturais necessárias para o crescimento econômico, projetado entre 2,5% e 2,7% para 2026.

A vitória de Espriella foi amplamente celebrada por lideranças conservadoras internacionais, que veem no resultado um fortalecimento da direita na América Latina. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o novo presidente colombiano, enquanto o mandatário argentino, Javier Milei, classificou o desfecho como uma vitória histórica da liberdade econômica. O político chileno José Antonio Kast também se manifestou, afirmando que a eleição marca o início de uma nova etapa de segurança e prosperidade para a Colômbia. Para esses aliados, a ascensão de Espriella representa um avanço crucial para a região, equilibrando o mapa político sul-americano e impactando a diplomacia brasileira, que perde um parceiro estratégico em fóruns como a Unasul e a Celac.

O processo eleitoral, contudo, permanece sob disputa interna. A campanha de Iván Cepeda contesta os resultados de cerca de 33 mil urnas e aguarda a verificação final. O presidente Gustavo Petro solicitou cautela e reforçou que a contagem inicial, conhecida como 'preconteo', não é vinculativa, pedindo que os tribunais analisem os registros oficiais das seções eleitorais. O escrutínio oficial, conduzido por juízes, começou nesta segunda-feira e deve ser o passo definitivo para o reconhecimento do vencedor. Enquanto as autoridades revisam o pleito, a polarização política gerada pelo resultado levanta preocupações sobre a transição de poder e a estabilidade política no país até a posse, prevista para 7 de agosto.

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