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Lula faz gesto obsceno em evento e governo acelera entregas antes de restrições

O presidente Lula realizou uma série de inaugurações no último dia permitido pela lei eleitoral, marcando o encerramento de uma intensa agenda de entregas.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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03/07 às 12:45 · atualizado 04/07 às 00:31

Pontos principais

  • O presidente Lula fez um gesto obsceno durante discurso no Palácio do Planalto ao criticar a ideia de que a população pobre não deve ter acesso a serviços de qualidade.
  • O evento integrou uma força-tarefa nacional que realizou inaugurações em 12 cidades brasileiras antes do início das restrições eleitorais.
  • O governo federal entregou 1.619 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e inaugurou dez institutos federais com investimento de R$ 206,6 milhões.
  • O pacote de investimentos anunciado inclui R$ 464,8 milhões destinados à área da saúde.
  • A legislação eleitoral proíbe a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas a partir deste sábado, visando evitar o uso da máquina pública.
  • O estado de São Paulo foi priorizado na agenda de eventos do governo, que mobilizou sete ministros para representar a gestão em diferentes atos pelo país.
  • Nos últimos dois meses, o presidente cumpriu 47 compromissos oficiais focados em anúncios e entregas de obras em diversos setores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento de repercussão durante um evento oficial no Palácio do Planalto nesta sexta-feira. Ao defender o acesso da população de baixa renda a serviços de alta qualidade, como próteses odontológicas via escaneamento 3D pelo programa Brasil Sorridente, o presidente fez um gesto obsceno para rebater críticas sobre a preferência de consumo das classes sociais. A fala ocorreu em um dia marcado por uma intensa ofensiva de entregas do governo federal.

A mobilização, que abrangeu 12 cidades em sete estados, foi estrategicamente planejada para ocorrer no limite do prazo legal. A partir deste sábado, a legislação eleitoral impõe restrições severas à participação de candidatos e autoridades em inaugurações de obras públicas, com o objetivo de evitar o uso da máquina administrativa para favorecimento de candidaturas nas eleições de outubro. Além das entregas de moradias e institutos federais, o governo reforçou investimentos em saúde e educação, consolidando uma agenda de 47 compromissos oficiais realizados nos últimos dois meses. A estratégia de antecipação de entregas visa fortalecer a presença do governo em redutos estratégicos, com foco especial no estado de São Paulo.

Fontes primárias

Presidência da República (Palácio do Planalto)

Lula participa de cerimônia com entregas do Governo do Brasil nas áreas de educação, saúde e habitação

Nota oficial do Planalto (3/7) descreve evento no Palácio do Planalto com interação simultânea em 12 cidades de sete estados (AM, SP, RJ, SE, PI, AL, PE). Na educação, dez novos campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (SP, AM, ES, PI), investimento de R$ 206,6 milhões (R$ 196,5 milhões do Novo PAC), com 11,6 mil novas vagas de cursos técnicos e superiores. Na saúde, R$ 464,8 milhões em entregas em Campinas e Sorocaba (SP), Vassouras (RJ) e Garanhuns (PE) — ambulâncias, unidades odontológicas móveis, micro-ônibus, novas Unidades Móveis de Saúde da Mulher e a Unidade Oncológica Dona Lindu (Hospital do Amor) em Garanhuns, com R$ 73,9 milhões e capacidade para 20 mil atendimentos/mês. Na habitação, 1.619 moradias do Minha Casa Minha Vida entregues em seis estados (RJ, AL, SE, GO, MS, SP), beneficiando 6.476 pessoas, investimento de R$ 262,9 milhões — maior entrega em Nova Iguaçu (RJ), 900 apartamentos do Residencial Villa Provance.

Presidência da República (Palácio do Planalto)

"Não é gasto, é puro investimento", afirma Lula, ao comandar entregas na área da saúde em diversas cidades do Brasil

Nota oficial do Planalto (3/7, 15h28) traz falas de Lula no evento: "o dinheiro da saúde não é gasto, é puro investimento". Sobre o programa Agora Tem Especialista, disse que antes as pessoas "morriam" à espera da segunda consulta e que hoje o início de tratamento de câncer não demora mais que 60 dias. Sobre os equipamentos de radioterapia instalados nas 27 unidades da Federação, afirmou que são "as mesmas máquinas" que Trump, Xi Jinping ou Putin usariam, e que "ninguém é melhor do que ninguém" no direito a tratamento. Alckmin, de Bauru (SP), detalhou 16 leitos de UTI credenciados, 8 ambulâncias e 3 UBS/CAPS entregues na cidade. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, mestre de cerimônias, declarou que "o Brasil voltou a acreditar em desenvolvimento" e que os equipamentos fortalecem o atendimento de média e alta complexidade do SUS.

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