Governo brasileiro contesta ameaça de tarifas dos EUA sobre o Pix
O ministro Dario Durigan refutou acusações americanas contra o Pix e defendeu a legalidade das práticas comerciais brasileiras para evitar novas tarifas.
Pontos principais
- O governo dos EUA ameaçou impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros após investigação do USTR.
- O relatório americano alega que o Pix prejudica empresas estrangeiras, o que é negado pelo governo brasileiro.
- O Brasil enviou uma resposta formal ao USTR defendendo a transparência e a natureza pública do sistema de pagamentos.
- Autoridades brasileiras argumentam que as críticas americanas carecem de base técnica e não possuem relação com o comércio exterior.
- Tarifas propostas podem impactar cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras, apesar do superávit comercial recorde em junho.
O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática para evitar a imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais, anunciada pela administração de Donald Trump. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, refutou as alegações do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que aponta o sistema Pix como uma ferramenta de discriminação contra empresas estrangeiras. Em resposta oficial assinada pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil defende que o Pix é uma infraestrutura pública de acesso aberto, essencial para a redução de custos de transação e o aumento da concorrência no mercado financeiro local.
Além da questão do Pix, o governo brasileiro contesta críticas americanas relacionadas a políticas ambientais, classificando os dados utilizados pelo USTR como desatualizados. A disputa ocorre em um momento de forte desempenho da balança comercial brasileira, que registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, um crescimento de 66% em relação ao ano anterior. O governo busca agora estabelecer um diálogo técnico e um "mapa do caminho" para demonstrar a legitimidade das práticas nacionais, alertando que a aplicação das tarifas poderia afetar US$ 15 bilhões em exportações e prejudicar a relação comercial entre os dois países.
Comentários
Carregando comentários...
