Estado brasileiro pede desculpas por desaparecimento de aluno da UnB
Governo reconhece responsabilidade pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino da Silva, militante morto durante a ditadura militar.
Pontos principais
- O Estado brasileiro admitiu formalmente a responsabilidade pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino da Silva em 1971.
- A cerimônia de pedido de desculpas foi realizada na Universidade de Brasília (UnB), onde a vítima estudava.
- Paulo de Tarso era militante da Ação Libertadora Nacional e foi torturado na Casa da Morte, em Petrópolis.
- O ato integra políticas de memória e verdade para promover a reparação simbólica às famílias das vítimas do regime.
O Estado brasileiro realizou um pedido público de desculpas pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino da Silva, ex-aluno da Universidade de Brasília (UnB) e militante da Ação Libertadora Nacional, vítima da repressão durante a ditadura militar. O reconhecimento oficial ocorreu em uma cerimônia na UnB, com a presença de familiares e autoridades, marcando um esforço de reparação simbólica. Paulo de Tarso foi detido e torturado no centro clandestino conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis, em 1971. A ministra dos Direitos Humanos, Janine Melo, e a reitora Rozana Naves destacaram que o ato é fundamental para a preservação da memória histórica, a defesa da democracia e a garantia da liberdade acadêmica, reforçando o compromisso do país com o esclarecimento de violações ocorridas no período.
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