A ausência de uma política de Estado permanente dificulta a busca e identificação de desaparecidos forçados no Brasil, um problema que persiste desde a ditadura militar e afeta também vítimas em período democrático.
A busca e identificação de desaparecidos forçados no Brasil é dificultada pela falta de uma política de Estado permanente, um problema que se estende desde a ditadura militar e afeta também vítimas em período democrático. Edson Teles, coordenador do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF), ressalta a necessidade de uma institucionalidade fixa para a busca e identificação de restos humanos. Atualmente, pesquisadores do CAAF trabalham na identificação de ossadas encontradas na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, que incluem vítimas da ditadura militar.
As pesquisas sobre o tema enfrentaram prejuízos durante o governo anterior, que suspendeu o financiamento do Grupo de Trabalho Perus, mas foram retomadas pelo governo atual. Além disso, Andres Zarankin, da UFMG, lidera o GT Memorial DOI-Codi, que realiza escavações em locais de repressão, enfrentando entraves financeiros e burocráticos. Teles alerta que o desaparecimento forçado é uma violência de Estado que continua ocorrendo, afetando principalmente corpos periféricos e negros, e não apenas vítimas da ditadura.
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