Brent recua à mínima pré-guerra, perto de US$70 o barril
O preço acumula queda de mais de 38% ante o pico de abril; a Arábia Saudita retoma exportações e a OPEP+ deve elevar produção.
Pontos principais
- Brent caiu a ~US$70,8 o barril em 2 de julho, menor patamar desde 27 de fevereiro.
- Queda de mais de 38% ante o pico pós-guerra, acima de US$126 em 30 de abril.
- Arábia Saudita restabeleceu ~90% dos carregamentos pré-guerra.
- Fluxo pelo Estreito de Ormuz recuperou-se para mais de 10 milhões de barris/dia.
- OPEP+ deve aprovar aumento de ~188.000 barris/dia para agosto, o quinto seguido.
O petróleo Brent caiu para cerca de US$70,8 o barril em 2 de julho, o menor patamar desde 27 de fevereiro — véspera do início da guerra de EUA e Israel contra o Irã. O preço acumula queda de mais de 38% ante o pico pós-guerra, acima de US$126 o barril em 30 de abril, com a normalização dos fluxos do Golfo: a Arábia Saudita restabeleceu os carregamentos a quase 90% dos níveis pré-guerra, e quatro superpetroleiros com cerca de 8 milhões de barris deixaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira.
Uma autoridade dos EUA estimou que o fluxo pelo Estreito de Ormuz se recuperou para mais de 10 milhões de barris por dia, ainda abaixo dos 18 a 19 milhões pré-guerra. Espera-se que a OPEP+ aprove um novo aumento de produção de cerca de 188.000 barris por dia para agosto — o quinto mensal consecutivo —, enquanto a OPEP reduziu, pelo segundo mês seguido, sua previsão de crescimento da demanda global em 2026, de 1,17 milhão para 970.000 barris por dia.
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