Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Anafóra no Rio
PF investiga desvios de verbas da saúde em Duque de Caxias e esquema de lavagem de dinheiro em nova fase da Operação Anafóra.
Pontos principais
- A operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão em cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
- As investigações focam em crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da saúde.
- A primeira fase, iniciada em 2022, apurou fraudes em contratos com cooperativas que somaram mais de R$ 563,5 milhões.
- O ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, e o empresário Mário Peixoto foram alvos da etapa anterior.
- A PF aponta a existência de uma organização criminosa estruturada que atua no estado há décadas.
- As autoridades buscam rastrear o fluxo financeiro e identificar responsáveis por ocultação de patrimônio.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Anafóra para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos no Rio de Janeiro. A ação, que cumpre 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, concentra-se em irregularidades envolvendo verbas destinadas à saúde no município de Duque de Caxias. Esta etapa dá continuidade às investigações iniciadas em 2022, que já haviam identificado fraudes em contratos com cooperativas de trabalho superiores a R$ 563,5 milhões. Na ocasião, o ex-prefeito Washington Reis e o empresário Mário Peixoto foram alvos das diligências, negando na época qualquer envolvimento com irregularidades.
As autoridades agora buscam rastrear o fluxo financeiro e identificar responsáveis por ocultação de patrimônio e negociações imobiliárias suspeitas, que seriam frutos dos desvios. Segundo a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa estruturada que atua no estado há décadas. Os investigados poderão responder por crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal segue trabalhando para consolidar as provas coletadas nesta nova fase e determinar a extensão total dos danos causados aos cofres públicos, analisando a movimentação financeira dos envolvidos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
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